sábado, 30 de junho de 2012

Seferis, Kavafís e Tédio



Amores,

Estou aqui com um baita livro cheio de poesias de tudo 

quanto é cara

procurando uma poesia para postar

uma poesia de Boa Noite!

E nada!


Vera Malaco ficou pasma comigo


E começou a folhear o livro e a mostrar inúmeras poesias


E começou a ler


e eu
Que tédio! (Mas não contem isso pra ela. Não é de bom 

tom)


Eu só pensando :


Ah, sei lá


estou cansada de tudo que já foi escrito


So não me canso de Bukowiski, Henry Miller e uns três


Mas tem horas que até eles


E então eu fico aqui nesse vazio enquanto a listinha ali do 

lado vai subindo com muitos nomes


É como se todos tivessem algo pra dizer


algo pra curtir


algo pra contar


algo pra viver


mais um momento, o último


antes que esse dia acabe


e só eu


em crise existencial


Só vendo ...


"Fatima Braga comentou a foto de...


Jovem Prude compartilhou a foto...


Laila Moraes comentou a foto...


Rafael Nolli comentou a foto


Dario Banas comentou o link


Andre Pereira curtiu...


Rosângela Helena começou uma amizade com..."

nem isso eu posso mais


nem uma amizade me permitem

E eu sem nada a dizer


Nada a comentar


Nada a curtir
Nada a existir...


ACHEI o que procurava


Tô de saco cheio dessa coisa de Caio, Clarice, e outros 

citados até a encheção!


de como é verde o meu vale....

Kavafís é o cara

"Por que subitamente esta inquietude?



(Que seriedade nas fisionomias!)


Por que tão rápido as ruas se esvaziam


e todos voltam para casa preocupados?

Porque é já noite, os bárbaros não vêm


e gente recém-chegada das fronteiras


diz que não há mais bárbaros.

Sem bárbaros o que será de nós?


Ah! eles eram uma solução".




Boa noite amores

Agora encontrei o que procurava


e fecho o dia 30


com chave de ouro

"E se falo por fábulas e parábolas,


É porque assim são mais doces ao teu ouvido e porque o 

terror


Não se fala, que é coisa viva,


Que é coisa muda e avança sem parar;


Goteja todo o dia, goteja durante a noite


A dor das recordações"

Seferis e EU.




Poucas são as noites de luar de que gosto


Yorgos Seferis






Uma marcha fúnebre vagueava por entre a chuva miudinha. 


Como morre um homem? Estranho ninguém refletiu 


nisso. 


E os que pensaram nisso era como memória de crónicas 


velhas 


da época dos cruzados ou da - em Salamina - batalha 


naval.
Todavia a morte é algo que é feito; como morre
um homem?
(Seferis)


Como morre um homem eu não sei
Mas como morre uma mulher eu sei (lailin)


.................................

3 comentários:

Assis de Mello disse...

Gostou do Seferis, né?! Eu adoro!!!

marcia lailin disse...

eu amei

Dario B. disse...

Conheço menos de Seféris, Kaváfis é um dos meus livros de cabeceira. Pena serem tão pouco divulgados e conhecidos por aqui.