quinta-feira, 23 de junho de 2011

CAMINHO SUAVE




Tem crianças que aprendem a gostar de livros com os pais.
 Não lembro uma única vez de ter ouvido minha mãe lendo algo para mim.
 Tenho outro tipo de recordação dela em minha infância, mas essa está em branco. 
A escola fez isso por mim.
 Aprendi a ler em uma linda escola na cidade de Aluminio/SP.
 Isso esta pintado em minha mente em todos os seus detalhes como um bonito quadro de Van Gogh. 
E eu como se estivesse em pé, olhando a paisagem do campo.
 Era um momento único, vieram quebrar a monotonia de minha existência e tem sido sempre assim, sempre quando minha solidão parece insuportável.
Os anos que transcorreram: Nunca esqueci. 
A grande lousa e a professora colocando figuras com as vogais.
Com o tempo outras cartilhas foram surgindo e mudaram as regras.
 Para mim foram sempre essas: A de abelha, E de elefante, I de igreja, O de ovo e U de uva”.
 Não eram simples adesivos, tomavam formas, criavam vidas.
 Sempre amei a escola, não as badernas que elas se transformaram. 
Mas o mundo sagrado que elas me levavam.
MLAILIN

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