segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A partida




Fábio Matos morreu
Morreu apesar das minhas constantes tentativas para salvar-lhe a vida
Apesar dos melhores médicos e o melhor hospital
Apesar da limpeza e da alimentação
Apesar do meu amor e da minha dedicação
Morreu depois de ter passado por uma pavorosa luta para conservar a vida
Morreu em silêncio...
Pode-se dizer que morreu contente com essa saída
Que o sofrimento lhe dava,
Sentindo-se até feliz
Chegou num ponto em que a morte não precisou mais fazer uma grande esforço
Para leva-lo embora.
Sento na beirada da sua cama procurando sua mão
Sussurro em seu ouvido: “Estou ouvindo algo... Ouço a nossa melodia... Como sempre querido....”
Olho para a janela aberta, o céu azul claro
Enquanto isso, ele dá um último suspiro
“Onde começo?
Era como um sol
E agora um corpo sem vida,
escuro e frio” - Márcia Lailin (in memoriam)

Um comentário:

Dona Sra. Urtigão disse...

Voce tem uma forma incrivelmente bonita de falar das coisas, até aquelas que entendemos tristes. Foi ótimo chegar aqui. Sigo estendendo minha visita.