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domingo, 17 de agosto de 2014

Ebola - A origem - Parte II



Claude se sente bem se adaptou bem ao sofá. Não é um sofá nobre digno de um monarca, estilo rococó da era Luiz XIV. Foi comprado em uma liquidação da Tok Stok. É um desses sofás modernos onde podemos deitar esticar as canelas enquanto assistimos Marcelo Resende ou a novela das oito, depende do vicio de cada um. Talvez suporte uma ou duas primaveras. No inicio pensei que Claude não suportaria uma única temporada neste país da esculhambação, mas tem aguentado bem, não fosse uma raras chateações que sente ao transferir algumas cotoveladas no meio do empurra empurra dentro do metrô. Tem sobrevivido sem crises de depressão ou estafa. Isso me surpreende. Talvez por morar em um país onde neguinho daria tudo, até mesmo a mãe para morar na França. Quando eu toco no nome da torre, Claude muda o tom chamando minha atenção como seu eu desejasse conhecer a maior cafonice do mundo. Espero que a tribulação nossa de cada dia, para não dizer a nossa tremenda falta de educação não contamine Claude, e  ele não esqueça as palavras mágicas: Pardon, Bonjour, Merci, S’il vous plaît e tantas outras


Aproveitei o domingo pé de cachimbo e dei continuidade a conversa passada:
- Como os franceses encaram essa epidemia? E se for produzida uma vacina para combater a doença eles se deixarão picar?
Claude - Os franceses tem uma opinião formada a respeito e não tem quem os faça mudar. Quando ocorreu a vacinação da gripe aviária - a gripe das galinhas - Com as técnicas modernas de biologia molecular, cientistas do século 21 são capazes até de recriar o vírus causador da gripe em laboratório. Assim, foi tudo uma manipulação dos laboratórios e do estado com o objetivo de enriquecer as companhias farmacêuticas. E o estado é cumplice.  Porque o estado, os políticos precisam dessas alianças para financiar seus governos. Assim precisam se unir as grandes empresas farmacêuticas, petrolíferas, alimentícias e tantas outras. Quando colocaram na França uma equipe de vacinação em pontos estratégicos. Disseram: Amanhã vocês vão lá se vacinar. Disseram.... Quiseram.... Esperaram sentados, nenhum francês foi. A não ser alguns raríssimos bobos.
- Qual a opinião sobre o Ebola?
Claude - Foi desenvolvido. Um vírus que não existia, uma fabricação do homem com o objetivo de exterminar uma população e a partir disso eles tem como objetivo colocar no poder o chefe de estado manipulável por eles, onde podem, terão toda a liberdade para papar o ouro, o petróleo e as riquezas naturais do país.
- O objetivo é exterminar a raça negra?
Claude - Sim! Para então se apoderarem das terras de pessoas que vivem na merda. E não é difícil. Estão tratando com pessoas que mal lavam as mãos e tem entre seus hábitos religiosos banhar seus mortos antes do enterro. Isso é contagio na certa!
- Ainda existem nações preocupadas com a sobrevivência da humanidade?
Claude - Sim, estão. De um lado eles financiam a guerra de outro lado criam uma fundação, uma organização não governamental entre aspas, para ajudar as pessoas que perderam parte do corpo em minas. A princesa Diane passou grande parte de sua vida levando consolo para essas crianças. Hoje é a Angelina Jolie. Você acha que elas fazem isso por um simples ato de solidariedade?



Foi ai, nesta parte, que ele começou a dissertar sobre o 11 de setembro e a reponsabilidade da família Bush. O assassinato da princesa Diane pelo seu envolvimento com Dodi Al-Fayed. E os cinco poderosos do mundo: Rockfeller, Rothschild... Ele estava misturando tudo. Minha história iria ficar do tamanho do mundo. Não queria mais ouvir. Foi ai que ele se enfezou com minha falta de atenção e disse:
- Você nunca vai ter o entendimento completo por que não é uma francesa. É uma brasileira que gosta de contar historinha. Vai dormir em pé como todos os brasileiros que gostam de roer ossos. É por isso que o Brasil esta nessa merda toda. Você como todos é uma ferramenta nas mãos deles para chegarem ao fim. O objetivo é o dinheiro e o poder. O sistema esta feito para você comprar a gasolina, o carro, o estacionamento e por fim você irá comprar comida no extra que irá te dar um cartão para você comprar por mês e pagar o ano todo. É assim que funciona o sistema. Veja a maneira em que eles te trataram quando você foi pedir ajuda para a ANAC. Percebeu a maneira que eles têm de lavagem cerebral? Você saiu de lá como se fosse a culpada por não ter entrado naquele avião. Foi uma maneira de te causar medo e trazer insegurança. Não te deram chance, ou calava a boca, ou pagava a multa. O Ebola é comparado a um iceberg, ele só mostra um pedacinho, o que tem embaixo é invisível. Como uma árvore que não mostra a floresta. Assim é o sistema em que vivemos.


Não sei onde foi que realmente ele me ofendeu. Acho que foi na parte em que ele disse que eu não era uma francesa? Como não? Tá certo que o casamento foi feito no Brasil. Mas será que quando Charles de Gaulle  disse que o Brasil não era um país sério, não era para se levar nada mais a sério? Mas por que raios deveria eu querer me tornar uma cidadã francesa? Qual a vantagem? Tá certo que depois que li aquele livro andava desejando alugar um quarto em Montmartre.  Um pequeno quarto com vista para um jardinzinho forrado de hera e de vinhas. Só para passar as mãos nas paredes, as mesmas paredes que Van Gogh no ano de 1875 pendurou suas gravuras. Foi então que me virei para ele e soltei os cachorros:
 

- Não me interessa seu papo histórico filosófico. Estou interessada no ser humano, na parte prática do assunto. Em poder explicar tal e qual para qualquer criança, qualquer leigo, o mais simples do planeta o significado de uma doença, uma epidemia, pandemia, um vírus  mortal capaz de exterminar uma nação em grandes dores. Não me interessa o que está por trás do 11 de setembro, sobre as cinco maiores fortunas do mundo, o assassinato de lady Di, ou as alianças que os políticos fazem com os patifes. Quero saber os cuidados que devemos ter com esse maldito vírus
- Eu heim! - Disse Claude enquanto colocava o prato de comida na minha frente e enchia meu copo de vinho
- Ok, por enquanto você venceu - Disse-lhe. Quem resiste a uma comida francesa?!

Lailin -  






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