Quebrângulo - II parte
“Diferentes somos todos nós. Mas o desejo é sempre o mesmo. Amar e ser amado” Continuação da primeira parte – (os nomes foram mudados) Eram quase 4hs da manhã quando nosso ônibus vindo de Fortaleza/CE parou na rodoviária de Natal e ali vi subiram três pessoas, duas mulheres e um homem. Não perdendo de vista nada que se passassem diante dos meus olhos, me fixei de modo interrogador no semblante pensativo de uma jovem senhora vestida de calça cotton e camiseta lilás. Tinha os cabelos amarrados em um coque desfeito. Observei-a detalhadamente enquanto o motorista colocava duas malas vermelhas dentro do bagageiro. O tempo todo ela estava de cabeça baixa. Foi só quando caminhou para a entrada que virou o rosto olhando em volta parecendo procurar alguma coisa, percebi os olhos vermelhos de chorar. Então subiu as escadas e se dirigiu para o fundo. Foi só uma curiosidade. O ônibus deu a partida, eu puxei a manta virei de lado fechei os olhos e dormi. Eram 8hs, acordei com o ônibus parando pa...