terça-feira, 19 de julho de 2011

PARCEIROS DA ALMA




Foi em uma tarde de abril, que Leo apareceu. Tendo levantado os olhos do livro para pegar uma caneta que caíra no chão avistei-o. Caminhava devagar ao meu encontro A principio pensei em ignorar, mas à medida que se aproximava levantou a mão até a altura do coração. E esse simples gesto fez com que eu largasse os livros e fosse ao seu encontro. Ele fechou os olhos e disse: “Não estou bem...” 
 “Você pode ficar aqui, fique aqui comigo” – Disse a ele – enquanto apertava a sua mão.

O sol estava sumindo no horizonte. Nuvens negras apareceram do lado do poente. Estava se aproximando uma grande tempestade. Sai da sala por alguns instantes para buscar lençol e cobertor. Quando voltei ele estava mais animado. Perguntei se tinha fome. Ele disse que queria ficar apenas do meu lado, nada mais. Enquanto ele me olhava arrumei o sofá-cama da sala e ele deitou. Depois, um pouco tímida, abaixei o corpo e beijei o seu rosto. Ele segurando os meus braços pediu que ficasse ali com ele. Tirei o sapato e arrumei um lugar próximo, colocando meu rosto bem próximo do seu peito. Depois de alguns minutos levantei e abri a janela para que pudéssemos ouvir o barulho da chuva que caia fortemente. Isso trazia calma e relaxamento da tensão nervosa. Então me contou sua história, o acontecimento que fez nele uma transformação de causar arrepios... Mudança tão grande que não sabia mais se essa era a sua vida.  Não era feliz, mas agora estava começando a depositar toda a sua confiança naquela coisa que todos nos conhecemos muito bem: o amor. “Ela agora existe”, disse. Pelo menos da mesma maneira como teria existido antes. Quando ela aparecia ele tinha de estar presente para vê-la. Isso o ajudava a conservar a imagem dela como a coisa mais preciosa que possuía nesse mundo. Ela trazia alegria para seus dias e separado dela ele morria a cada instante.

Fez um relato completo das suas falhas, sua vida, seus sonhos... Contudo sem jamais chegar ao fim, mas eu fiquei sabendo pela constância com que olhava a tela do computador. Já sabia desde o momento em que o vi.

Mlailin

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