domingo, 10 de julho de 2011

LINHA AMARELA





Eram 14 horas (08.07.2011) quando resolvi conhecer a linha amarela. Primeira etapa seguir com destino a Vila Madalena, descer na consolação e fazer a transferência sentido Butantã.








Foi uma longa caminhada. Cada passo era uma visão diferente... Depois de atravessar a transferência, existe uma longa esteira, um túnel, cheio de curvas que parece não ter fim. Carregava muitas roupas e meu passo era lento devido a dor na coluna . Não tinha pressa...






O funcionário do metrô orientou que fosse no primeiro vagão por causa da visão. Eu não entendi nada. Visão do quê? Só entendi quando retornava no último vagão, e vi uma jovem pegando a mão do namorado e saindo em disparada dizendo: Vamos no primeiro vagão  para vermos o túnel. Eu fui correndo atrás deles...






Ficar na janela do primeiro vagão é o máximo. São quase 5km de túnel vendo perfeitamente cada curva devido a claridade das luzes. Essa distância fica entre a Paulista e a Faria Lima. Olhem só a luz do trem que vem vindo na linha do lado, e eu na linha a direita me sentindo o maquinista. Viajei...








Butantã é o final... Mas não pra mim que ainda queria ver mais. Queria ver o buraco. Aquele que desabou e matou aquelas pobres pessoas que passavam pelo local. Iria até pinheiros...








Quando cheguei na linha Esmeralda próximo ao elevador vi uma fila e pensei: Que povo preguiçoso ir de elevador. Era só umas escadas rolantes. Engano, eram seis escadas rolantes. Eu estava dentro de um enorme buraco. Quando olhei pra baixo senti pânico, foram ali que aquelas pessoas caíram. Na próxima vez ficaria na fila do elevador.








A sensação que tinha era que estava em um avião olhando para baixo, as pessoas na terra tão pequenininhas, e eu tendo uma vertigem...








Agora estava voltando pra casa um tanto atordoada, aquele buraco não me fez bem. Muito fundo cheio de curvas, é bonito, mas é triste, dá claustrofobia, além do quê uma sensação de morte. Esperava o trem enquanto respirava o ar do carros que passavam pela marginal Pinheiros e o ar que exalava do rio Tietê. Daqui a pouco estaria em casa com meus amigos. Lar doce lar!






Valeu a pena, tudo muito bonito, bem feito, bem organizado. Espero só que não seja meu ritual de passagem. Eu não aguentaria isso todos os dias.






Abaixo a cabeça e mentalmente conto as estações, agora meu joelho doí muito e a perna formiga... só mais algumas estações e estarei em casa tomando uma dose de morfina. Mundo estranho esse em que entro...  

2 comentários:

sueli aduan disse...

Uau!uau! muito interesante mesmo, mas não deixa de ser tb de dar um certo meduuuuuuuuu :o)
Bom voltar para o lar né e esse trajeto tbnão ser diário pra vc.
bjão


Não tem comparações, claro, mas quando morei em Assis,há muito,muito tempo viajava de trem (12horas) alguns túneis ,muitas curvas e uma belíssima paiagem da mata.

Mlailin disse...

Obrigada amiga querida, professora amada. Que seria de mim sem você nas altas horas? Bjs