sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Hannah



- Márcia...


Nem ouvi, quem me chama de Márcia não me 

representa. 

Esperei alguns segundos e ouvi:


- Lai, Hannah caiu e não está conseguindo se 

locomover. Você pode passar a noite com ela?



Era domingo a tarde, um frio do cão, 


eu estava folgadamente e bem aquecida debaixo das 

cobertas,

indecisa olhando para a minha 

mais nova coleção da 

folha,

pensando cá com meus botões o que iria assistir 

primeiro:

Ricardo III ou Crime e castigo

e ainda tinha em mãos melancolia 

e as aventuras de Pi

Tive vontade de cantar:

Daqui não saio daqui ninguém me tira


Seria ainda mais mal criada

diria em resposta

E eu com a light?

Cobaia? 


Não

nem pra minha mãe



Vão ver se eu estou lá na esquina

Foram alguns minutos


quase eternos

para ouvirem minha voz

- Ok, me aguardem...  


Lai desligando

E assim segui para as proximidades do Ibirapuera



Hannah mora em uma daquelas casas 


antigas com 

janelas enormes

portas que mais parecem do reino de Nabonido,

e a mobília da casa era

da época da independência

e pó

muito pó 

em toda a casa

sorte ou azar

tão acostumada ao pó e ao acaro

dos livros...

...Continua mais tarde





Encontrei Hannah sentada em um antigo sofá

Quando me viu disse: - Ah, é você que eles pediram pra vir!

Sim era eu

Tinha uma senhora sentada na cadeira próxima a ela

com o passar dos minutos e as apresentações

soube que era sua sobrinha 

Hannah nunca casou

Conversamos ainda sobre onde ela dormiria

 O problema não era onde ela dormiria

Mas onde eu respiraria no meio daquele pó cronico 

eu e minha tosse alérgica

Primeira coisa que fiz

 Um balde e um pano com lisoform

deslizando no quarto de hospede

depois no corredor 

e na cozinha

Hannah quando viu o que eu fazia

começou a tomar gosto pela coisa

e perguntou se eu não iria passar o pano na sala

e em seu quarto

Eu só não furei seus olhos

porque os nazistas já fizeram isso

na segunda guerra

quando ela se recusou a saudar o Fuhrer

Estávamos agora em uma guerra

Não a mesma da segunda guerra

Tampouco aquela guerra travada 

com o vampiro de Pirapetinga

Não vamos confundir essa guerra de Hannah

com ciladas

Tão ao gosto de despostas e de golpistas estelionatários


Continuo daqui a pouco...

Amados


Não se deixam enganar


com tiranos e golpistas


cujas armas são


frases de caminhão:


"Foi você quem criou expectativas"


Amados

Não esqueçam 

somos responsáveis por aquilo que cativamos

tomem cuidado com a banalização do mal 

tomem cuidado

com os que enviam seus anjos 

com a seguinte mensagem:


"Mandei um anjo pra cuidar de vc...


com 3 dias ele voltou pelado, tatuado, com uma asa quebrada, 

um brinco na orelha, 1 skol na mão, uma garrafa de big aplle 

em baixo do braço, 

bebado cantando..

-> ah lek lek lek lek... girando girando pro lado girando 

girando pro outro ah lelek lek

Pra completa me disse: gente boa dmais, mas putz'

 ja e caso perdido

15 de agosto às 18:35 · Curtir · 2"



Amados corram disso 

Isso não é um anjo isso é um 

demônio



Hannah, havia me dito sobre eles 

como agem

Hannah havia dito: quer aprender na prática

então siga 

compre a passagem e vá

para Pirapetinga

Ah Hannah! 


mulher experiente 

mulher discreta 

silenciosa

uma verdadeira judia 

quando diz que não enxerga 

ouço-a chamando minha atenção por causa 

de uma camisa que eu embolei

nos guardados longe de sua vista. 

E diz que não enxerga....

Mlailin

2 comentários:

Anônimo disse...

Como assim?

marcia lailin disse...

Assim...
Portugueses falidos pousam aqui no Brasil, a procura de mulheres e de dinheiro. De olho nas economias das pobres viuvas...
Em dupla...
Se aliam a uma estelionatária e ficam os dois a mexerem os pauzinhos e a matar galinhas pretas depois acrescentam farofas pimenta pinga, maconha e ficam gritando em volta disso nas encruzilhadas... reais ou virtuais
Adoram noites enluaradas
é quando uivam um para o outro