terça-feira, 9 de outubro de 2012

Antes que anoiteça


Eis a nossa fraqueza:
- a necessidade de compreender
e de sermos compreendidos,
essa febre de ser,
esse espanto,
esse inconformismo,
e essa mágoa secreta de não
conseguirmos captar a vida
em seus momentos mais puros.

Emílio Moura








Três quartos da noite já se foram
e só um me resta.
As estrelas seguiram seu caminho
a madrugada vem ao meu encontro com
passos de silêncio.
Quando o leite do dia for derramado

intensa será a luz
para estes olhos
que só penumbra alcançaram.

Marina Colasanti



É assim que tomam banho

é assim que brincam no mar
Tirando a turista
Como conseguem?
Como conseguem ser
como as densas florestas sombrias?

Mlailin





Quem passou pela vida em branca nuvem,
E em placido repouso adormeceu;
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu,
Foi espectro de homem, não foi homem,
Só passou pela vida, não viveu.


Poesia de:
Francisco Otaviano de Almeida Rosa
(1825-1889)







As pessoas permitem que instrumentos tecnologicamente desenvolvidos,
projetados para ser escravos,
se tornem amos.
Falo da “máquina do século”, o computador.
“Quando as pessoas recorrem ao computador para fazer aquilo que costumavam faze
r dentro da cabeça,
o que acontece com a sua cabeça? . . .
Quando um dicionário armazenado na memória do computador
pode facilmente corrigir qualquer erro de grafia,
que adianta aprender a soletrar?
E quando a mente fica livre da rotina intelectual,
será que correrá em busca de idéias importantes ou gastará seu tempo preguiçosamente em mais videojogos? ou videopesquisas?. . .
Será que o computador realmente estimula
a atividade do cérebro, ou,
por fazer tanto do trabalho dele,
permite-lhe ficar ocioso?”


Mlailin
(é claro que não é pra mim)





Ouça, meu filho, o silêncio.
É um silêncio ondulado,
um silêncio
em que resvalam vales e ecos

e inclina a fronte
para o chão.

Federico Garcia Lorca







 por falar
e olhar
lendas


Os patos de Rui Barbosa

Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa,
ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal.
Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vag
arosamente do indivíduo e,
surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos,
disse-lhe:
- Oh, bucéfalo anácrono!
Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes,
mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares
o recôndito da minha habitação,
levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa.
Se fazes isso por necessidade, transijo;
mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia
de cidadão digno e honrado,
dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga,
e o farei com tal ímpeto que te reduzirei
à qüinquagésima potência que o vulgo denomina nada.
E o ladrão, confuso, diz:
"- Dotô, eu levo ou deixo os pato?"













Espalhar alegria não é apenas contar piadas,
ou dizer coisas engraçadas.. mais sim fazer alguém sorrir
quando o que ela mais quer é chorar.

E os dois ai em cima e embaixo
nota DEZ!
 






Mlailin

2 comentários:

António Jesus Batalha disse...

Encontrei seu blog e é uma honra estar a ver e ler o que escreveu, quero felicitar-vos, pois é um bom blog, lindos poemas, e lindas fotos e temas que considero muito bons.
Quero aproveitar a oportunidade para partilhar o meu blog : Peregrino E Servo. Vou ficar muito feliz se tiver a gentileza de fazer uma visita ao meu blog.
PS. Se seguir, fique a saber que irei seguir também seu blog, se o conseguir encontrar.
António Batalha.

marcia lailin disse...

obrigada pelas palavras amáveis
irei visitar o seu
bjs