terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Diana Doors - Yield to the night





Minha vida de cinéfila

Já fui mais
hoje pode-se dizer que estou aposentada
Mas, houve um tempo em que eu não devia nada para Rubens Ewald Filho, o chato
Assistia todo Oscar, sabia o nome de todas as atrizes, atores, diretores, trilha sonora e tantos outras informações tão importantes quanto pêlo em ovo
De férias, em um mundo que se não acabar em fogo será por pouco
Sem livros e a procura do único que me fará sentar e ler página por página - o tal de Marcel Proust e sua procura do tempo perdido
Bom, estava eu ontem em minha cama em uma suadeira que só Deus vendo, a procura de algo bom, daqueles filmes em que nenhum mosquito passaria ante seus olhos
Arrisquei no último de Kubrick, tinha ouvido a tempos que era o pior filme de sua carreira, mas eu teimosa como uma mula.... Comecei de olhos bem abertos esperando encontrar algo em: "De olhos bem fechados". Nem vou me atrever a falar algo sobre o filme, porque quando eu começo, sai de perto. Só uma coisa eu digo, a noite de ontem não foi suficiente, tive que prolongar para essa manhã as 3hs de tormento, que foi a duração do filme Kubriquiano.
Agora, hoje a tardinha arrisquei de novo e fiquei lá na toca, sorteando: Minha mãe mandou eu escolher este daqui! Ou unidunitê, salamé mingué, o escolhido foi você!
E deu nesse aqui: Yield to the night, cuja tradução horrorosa feita aqui no Brasil, por uma cambada que acha que se não tiver um nome meloso tipo: O direito de nascer; os ricos também choram; ninguém vai ao cinema, e assim escolheram: "Meu: amor, minha ruína"
O filme é sobre uma jovem casada que conhece um rapaz solteiro e pensa estar encontrando o amor de sua vida, se separa e tenta viver com ele, que é apaixonado por uma outra velha e rica. Na noite de ano novo ele se mata por causa desse amor, deixa uma carta para a amante, e essa ai, nossa heroína, pega a arma do rapaz, (arma esquecida em seu apartamento pelo de cujus(falecido) que já tinha tentado o suicidio uma outra vez) e depois de passar pelo tormento ou pela gostosura (depende do tamanho da raiva) seguiu a fase do iter criminis. E em uma tarde ela descarrega o revolver nas costas da rival. O filme se resume em seus 90 minutos e rapídos segundos na passagem da bela atriz pela cela da morte. O filme é baseado na história verdadeira de Ruth Ellis, a última mulher executada na Grã Bretanha por assassinato
Simples, real e bonito - Este é o resumo do filme todo. Ninguém precisa terminar o filme com cara de bobo se perguntando ou pesquisando no google: O que o filme quis dizer? Como foi o caso do filme Kubriquiano
E outra Diana Doors é a cara da Uma Thurmann, um colirio para os olhos
e na prisão de cabelos presos com elastico em um rabo de cavalo, tão gente como a gente.... Desejando tanto viver.... Deu um nó na garganta

Lailin




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