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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Resumo e Resenha do livro O príncipe de Maquiavel



Nicolau Maquiavel (1469-1527)
Foi um filósofo e político italiano. Autor da obra-prima "O Príncipe". Profundo conhecedor da política da época, estudou-a em suas diferentes obras. Viveu durante o governo de Lourenço de Médici. Realista e patriota definiu os meios para erguer a Itália.
Nicolau Maquiavel (1469-1527) nasceu em Florença no dia 3 de maio. Sua família de origem Toscana, remota do século XII. Participaram dos cargos públicos por mais de três séculos. Filho de Bernardo Maquiavel, jurista e tesoureiro da província de Marca de Ancona, e de Bartolomea Nelli, ligada a ilustre família de Florença.
Vida e obra
Filho de pais pobres, Maquiavel desde cedo se interessou pelos estudos. Aos sete anos de idade começou a aprender latim. Logo depois passou a estudar ábaco e língua grega antiga. Aos 29 anos de idade, ingressou na vida política, exercendo o cargo de secretário da Segunda Chancelaria da República de Florença. Porém, com a restauração da família Médici ao poder, Maquiavel foi afastado da vida pública. Nesta época, passou a dedicar seu tempo e conhecimentos para a produção de obras de análise política e social.
Em 1513, escreveu sua obra mais importante e famosa “O Príncipe”. Nesta obra, Maquiavel aconselha os governantes como governar e manter o poder absoluto, mesmo que tenha que usar a força militar e fazer inimigos. Esta obra, que tentava resgatar o sentimento cívico do povo italiano, situava-se dentro do contexto do ideal de unificação italiana.  Entre os anos de 1517 e 1520, escreveu “A arte da guerra”, um dos livros menos lidos do autor.
Em 1520, Maquiavel foi indicado como o principal historiador de Florença.
Nos “Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio”, de 1513 a 1521, Maquiavel defende a forma de governo republicana com uma constituição mista, de acordo com o modelo da República de Roma Antiga. Defende também a necessidade de uma cultura política sem corrupção, pautada por princípios morais e éticos.
O termo “maquiavélico”
Em função das ideias defendidas no livro “O Príncipe”, o termo “maquiavélico” passou a ser usado para aquelas pessoas que praticam atos desleais (até mesmo violentos) para obter vantagens, manipulando as pessoas. Este termo é injustamente atribuído a Maquiavel, pois este sempre defendeu a ética na política.
Nicolau Maquiavel: Data do Nascimento: 03/05/1469
Data da Morte: 22/07/1527 - Nasceu há 544 anos

Morreu aos 58 anos - Morreu há 486 anos




Resenha - O príncipe – Lorenzo II
E o bajulador - Maquiavel

É um livro dirigido aos governantes de um país. Todo ele recheado de inúmeros conselhos (o inferno está cheio) sobre como manter esse governo de forma mais “eficiente” possível. Com orientações práticas de ações politicas que o governante deve fazer para conquistar e continuar no poder custe o que custar. O livro dado como presente foi desprezado pelo governante na época, Lorenzo II da casa dos Médici. O príncipe que de tolo não tinha nada, fez o que eu faria: Foi praticar equitação. E deixou para a posteridade o discernimento de que confiar nos governos ou lideres humanos resulta em fracassos e decepção. Logo no inicio do livro em sua dedicatória encontramos a famosa frase nunca escrita, nem precisou, esta escrita nas entrelinhas: “os fins justificam os meios”. Diz ali o bajulador Maquiavel: “E se vossa Magnificência, do ápice de sua altura, alguma vez volver os olhos para baixo, saberá quão injustamente suporto uma grande e continua má sorte”.
                                                
No capitulo XXIII, Maquiavel escreve baseado em experiência própria sobre eles os bajuladores. A dedicatória em seu inicio do livro comprova o fato. Diz ele: “Ao Magnifico Lorenzo de Médici... As muitas das vezes costumam aqueles que desejam granjear as graças de um príncipe trazer-lhe os objetos que lhes são mais caros, ou com os quais o veem deleitar-se; assim muitas vezes eles são presenteados com ... Não achei entre os meus pertences, coisa que me seja mais cara ou que tanto estime quanto o conhecimento das ações dos grandes homens, aprendido por uma longa experiência das coisas modernas e continuo estudo das antigas... agora mando a Vossa magnificência, em um pequeno volume”

O livro se tornou um manual abrangente de ciência politica no mundo todo, mais precisamente seguido por governantes de países cujo objetivo primordial é o poder. Ao atingirem esse patamar não mais endossarão nem promoverão os interesses sociais e sim a meta principal: o particular.

Resenha P/ Márcia Mesquita





O lado sombrio do poder:
Entrevistado – Nicolau Maquiavel - P/ Márcia Mesquita

Qual foi o objetivo do Senhor ao enviar a Lorenzo o livro O Príncipe?

O leitor pode encontrar a resposta na dedicatória que fiz a Lorenzo, no inicio do livro. O que realmente disse e reafirmo é que o meu imenso desejo era que o Príncipe do ápice de sua grandeza olhasse para baixo, e se apiedasse de quão injustamente suporto uma grande e continua má sorte.

E conseguiu comover o príncipe?

Até o momento não obtive uma resposta favorável. Mas creio que foi um ótimo começo.

Como o Senhor definiria estado?

Em dois tipos: o hereditário e o adquirido, e são  duas as formas de como o governante chega ao poder uma pela virtude e outra pela fortuna. “Os principados ou são hereditários, quando por muitos anos os governantes pertencem à mesma linhagem, ou foram fundados recentemente."

Qual a diferença entre um e outro?

A diferença esta na dificuldade de se manter um Estado novo. O desafio é maior do que a de se manter um Estado hereditário, pois quanto a este último, o povo já está acostumado com a soberania de uma família, de uma linhagem.

Por que o Senhor diz isso?

Se um Príncipe conquista determinado Estado e tenta mudar seus costumes, corre o risco de o povo revoltar-se contra ele, o que pode gerar conspirações apoiadas pela grande massa o povo. Deste modo, o Príncipe respeitando a cultura local, se manterá no poder; a menos que, uma força excepcional o derrube, porém, se tal fato ocorrer, poderá reconquistá-lo na primeira oportunidade oferecida pelo usurpador.

O que o senhor propõe para que os súditos respeitem seus governantes?

Um soberano não deve dar motivos para seus súditos odiá-lo.  Quando o povo vive do seu modo, com seus costumes e sendo respeitado pelo monarca, este se acomoda de tal forma que as lembranças, os desejos de mudanças vão sendo postos em esquecimento. 

Qual a melhor maneira para dominar um povo?

O Príncipe sempre precisará do favor dos habitantes de um território para poder dominá-lo. A imposição do novo governo ou provocações vindas dos soldados do monarca, ou outros motivos, podem gerar injúrias no povo, gerando, assim, inimigos para o Príncipe que são as pessoas ofendidas com a ocupação do seu território. Ao se conquistar uma província com língua, leis e costumes diferentes, um dos meios mais seguros, é que o monarca vá pessoalmente habitá-lo. Estando o soberano presente, os distúrbios serão logo percebidos e rapidamente corrigidos. Outra forma seria de se estabelecer colônias em um ou dois lugares estratégicos na província, tomando as casas das pessoas que vivem neste local por ser uma pequena parte da população, em nada representarão perigo ao monarca. A grande maioria da população também não fará mal ao Príncipe, ao contrário, se sentirá grata pelo fato de o monarca os deixar em paz e não irão querer ofender o soberano.

O que o Senhor quer dizer com respeitar os costumes do território conquistado?

Deve-se respeitar ou então, destruí-los. Sempre estarão na mente do povo seus antigos costumes, e, mais cedo ou mais tarde estes se revoltarão contra o que está sendo imposto, e não haverá benefício ou tempo que os faça esquecer. (Capitulo V)

O que o Senhor acha da contribuição das tecnologias interativas para a educação?

O Príncipe, sempre mais que tudo, deve manter o povo,  inconsciente , enganados com a situação de que tudo está bem e de que o Príncipe é bom; quando não se pode dar essas impressões ao povo, deve-se aniquilá-lo para que o poderio do monarca continue, pois caso o contrário, o povo se revoltará, derrubando o monarca. (Capitulo V)

O Senhor poderia dar outro bom exemplo de domínio?

O bolsa família é um segmento da cesta básica, um povo alimentado é um povo sossegado. O monarca deve sempre procurar estar bem com o povo, pois este último tendo consciência ou não, é sempre a força maior; apesar de sempre ser a classe inferior. O que seria de um reino sem povo? Quem pagaria os tributos? Quem trabalharia pra sustentar os luxos do Príncipe? Quem seria governado? O Príncipe só é Príncipe quando tem quem governar. (Capitulo V)

Que tipo de controle seria esse?

A natureza dos povos é lábil: é fácil persuadi-los de uma coisa, mais é difícil que mantenham sua opinião. Convém ordenar tudo de modo que, quando não mais acreditarem, se lhes possa fazer crer pela força.

Segundo seus estudos, como podemos entender governo civil?

É o governo em que o cidadão se torna soberano pelo favor de seus concidadãos. "O governo é instituído pelo povo ou pela aristocracia, conforme haja oportunidade para um ou para a outra. Quando os ricos percebem que não podem resistir à pressão da massa, unem-se, prestigiando um dos seus e fazendo-o Príncipe, de modo a poder perseguir seus propósitos à sombra da autoridade soberana. O povo, por outro lado, quando não pode resistir aos ricos, procura exaltar e criar um Príncipe dentre os seus que o proteja com sua autoridade."

Quais são as lições deixadas quando corrupções vêm à tona, como no caso do mensalão?

É examinada a situação do Príncipe, se este, em caso de ataque, pode reunir um exército suficiente, e defender-se; ou se não, este não podendo combater, é forçado a refugiar-se no interior de seus muros, ficando na defensiva. "Portanto, o Príncipe que é senhor de uma cidade poderosa, e não se faz odiar, não poderá ser atacado; ainda que o fosse, o assaltante não sairia gloriosamente da empreitada." (capitulo XIX)

Que tipo de conduta um governante deve ter?

Uns são tidos como liberais, outros por miseráveis; um, generoso, o outro ávido; um, cruel, o outro misericordioso; um, perjuro, o outro fiel; um, efeminado e pusilânime, o outro bravo e corajoso; humanitário ou altaneiro; lascivo ou casto; franco ou astuto; difícil ou fácil; serio ou frívolo; religioso ou incrédulo... O ser humano não possui a capacidade de ter todas as qualidades acima enumeradas, então, faz-se necessário que o Príncipe tenha a prudência para evitar o escândalo provocado pelos vícios que poderiam abalar seu reinado, evitando os outros se for possível; se não for, poderá praticá-los com menores escrúpulos. Pode até aparentar ter todas as qualidades acima citadas, mas tê-las realmente já poderia tornar-se prejudicial; por isso é necessário que o Príncipe haja de acordo com o momento. Se for necessário usar de bondade, que use; se preciso for a crueldade, que use. (Capitulo XV)

O Senhor acha que o julgamento do mensalão fará com que os corruptos no Brasil passem a ter motivos para temer punição?

Em curto prazo pode ser que sim. Ao longo do tempo, porém a tendência é que ocorra justamente o contrário. É esperado de um Príncipe que mantenha sua palavra empenhada, e viver com integridade e não com astúcia. Todavia nem sempre o Príncipe pode agir com boa-fé, principalmente quando é necessário para isso ele ir contra os próprios interesses e quando os motivos para que mantenha a palavra não existam mais. Capitulo XVIII)

O que é prioritário mudar?

Para conhecer um Príncipe, basta tomar conhecimento dos homens que o cercam, eles causam a primeira impressão do monarca. O monarca sábio escolhe bem seus ministros. Existem três tipos de mente: um compreende as coisas por si; o segundo compreende as coisas demonstradas por outrem; o terceiro nada consegue discernir, nem só, sem com a ajuda dos outros. O primeiro tipo é o melhor de todo; a segunda também é muito boa, mas a terceira é inútil. "Toda vez que o Príncipe tem o discernimento para reconhecer o bem e o mal naquilo que se faz ou diz (mesmo que não apresente originalidade de intelecto), identificará as obras boas ou más do seu ministro, corrigindo algumas e incentivando outras."
Como o Senhor avalia o resultado do julgamento até agora?

Podemos dizer que se aprendeu a conhecer o seu superior através de seus subordinados.

O senhor acha dos aduladores?


O Príncipe deve evitar os aduladores às cortes estão cheias deles. Os aduladores pensarão todos nos seus próprios interesses, e o “Príncipe será incapaz de corrigi-los, ou de reconhecê-los. Não pode ser de outra forma, pois os homens falam sempre com falsidade, a não ser quando a necessidade os obriga a serem verídicos". (Capitulo XXIII)
  
Márcia lailin









2 comentários:

Marcos Lourenço Wanz disse...

Muito boa leitura.
Gostei do blog, vou seguir.
Visite o meu, se achar interessante, siga!
Abs!

marcia lailin disse...

Obrigada Marcos
indo la no seu
bj