Acho que se apaixonar pelo professor acontece com todo mundo. Foi o que aconteceu comigo. Quando se é jovem é mais fácil lidar com isso, porque existe o sonho, depois na velhice fica aquela coisa de que pode ser um engano, não é bem assim, é só admiração. E aquela voz chamada consciência dizendo: larga à mão, ele tem 89 anos e você quer mais é a aposentadoria dele. Sei lá, passava mil coisas na cabeça. Mas quer saber de uma coisa: Fui uma besta uma tremenda de uma besta quadrada. Mas a coisa estava nesse pé. Eu fui contratada para ler para ele e um dia, fechando o livro perguntei: Professor como foi a sua primeira vez? Ele não respondeu, mas escreveu e graças a Deus eu guardei essa carta que diz: Querida e adorada gatinha... Hoje vou contar-lhe interessantes minutos de minha vida passada. Você, curiosa sempre, mostrando muito ciúme de meus dias de outrora, constantemente me pede que lhe conte essas coisas. Até agora nada lhe disse. Hoje, porém, vou abrir o livr...