A menina que mora em mim

Podemos atravessar a linha do trem aproveitar que nossa mãe não esta e sem hora para voltar escorregar nas dunas de areia ficar morgando na areia minutos eternos olhando o céu e as nuvens patos gansos e sapos Podemos descer até a lagoa ou então vamos com os meninos jogar mais uma partida de um jogo que recusamos a lembrar o nome Vamos? Iremos ficar no morro rindo 15hs e ponto a porta se abrindo o cheiro de mofo Dona Julieta chamando Juninho, Isabel, Viviane e o café com leite e pão Eu a levarei para a grama debaixo das três arvores de folhas verde bandeira, verde oliva e verde limão Sinta o cheiro pegue a cor Retorne para a meninice Volte, estranha mulher, a ser a menina de pernas de seriema não precisa mais correr agora pode voar Lai Lin Oração Foi hoje a tarde dia 19 de janeiro com um livro de crônicas escolhidas de Rubem Braga entre os braços não es...