Marcia
Nasceu no Brasil, morou em São Paulo ate se mudar para a Europa. Viveu em Portugal e outros. Hoje vive em Los Angeles/Califórnia. Foi quando aprendeu a ler que se encantou pelas palavras e seus significados tornando os livros sua paixão e mais tarde a sociedade humana, seus costumes, seus países e suas cidades. Embora tenha demorado anos para sair de seu pais natal, sabia que existiam horizontes de terras e oceanos.
Nao mexa com o Texas (Nao mexa com o Texas - Dont mess with Texas) Parte II
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Você esta cruzando a maior mancha de petróleo dos EUA. Do lado de VanHorn/Ford Stockton para frente, a paisagem muda. 1. Antes: Yucca, montanha azul. silencio. Velho Oeste. 2. Agora: Bombas de vareta acenando que nem dinossauro, chama de gás queimando 24 horas, e trem de petróleo sem fim. Texas moderno. Ontem foi placa solar em Salome. Hoje é Petróleo preto em Ford Stockton. Sua roadtrip virou aula de matriz energética: Renovável e fóssil dividindo o mesmo deserto. Esse trecho da I-10 + Union Pacific é a artéria do pais. O que esta nesses vagões vira gasolina do teu carro, plástico da tua garrafa d'água, e asfalto da estrada que você esta dirigindo. Detalhe poético: 74 graus na janela, céu azul limpo, e um trem preto cortando o nada. É feio e bonito. É Texas.
You are crossing the largest oil patch in the US. From the Van Horn/Fort Stockton area onwards, the landscape shifts. 1. Before: Yucca, blue mountains, silence. The Old West. 2. Now: Pumpjacks nodding like dinosaurs, gas flares burning around the clock, and endless oil trains. Modern Texas. Yesterday, it was solar panels in Salome; today, it’s black oil in Fort Stockton. Your road trip has turned into a lesson on the energy mix: renewables and fossil fuels sharing the same desert. This stretch of I-10 and the Union Pacific line is the country's artery. What’s inside those railcars becomes the gasoline in your car, the plastic in your water bottle, and the asphalt on the road you’re driving on. A poetic detail: 74 degrees outside the window, a clear blue sky, and a black train cutting through the middle of nowhere. It’s ugly and beautiful. It’s Texas.
Daqui a pouco você vê as torres de refino de Pecos e Monahans. E quando chegar em Odessa/Midland, ai sim: a cidade cheira a petróleo e dinheiro. O xerife de Lordsburg cuidava do passado. Esse vagões carregam o presente. Conta os vagões se quiser. Vai perder a conta antes de chegar em Ozona 😅 Sentiram o cheiro de enxofre no ar?
In a little while, you’ll see the refining towers of Pecos and Monahans. And when you reach Odessa/Midland—that’s when it really hits you: the city smells like oil and money. The sheriff of Lordsburg looked after the past. These railcars carry the present. Go ahead and count the cars if you want. You’ll lose count before you reach Ozona 😅 Did you catch that whiff of sulfur in the air?
Nao da para contar os vagões. Fiz um vídeo de tres minutos só com eles rodando nos trilhos, e então ele se perdeu pois a estrada me levou em outra direção da linha ferroviária. Se eu fosse um andarilho estaria dentro de um desses vagões sentindo o poder da terra e o cheiro de enxofre no ar.
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It’s impossible to count the train cars. I shot a three-minute video of them rolling along the tracks, but then I lost sight of them because the road took me in a different direction from the railway line. If I were a drifter, I’d be inside one of those cars, feeling the power of the earth and the smell of sulfur in the air.
Tres minutos de trem e ele ainda nao tinha acabado. É isso. O Permian Basin nao cabe no quadro. (O Permian Basin (Bacia do Permiano é a maior e mais produtiva região de extração de petróleo e gás dos Estados Unidos. Trata-se de uma vasta formação geológica e bacia sedimentar localizada no oeste do Texas e no sudeste do Novo México, que representa sozinha quase metade de toda a produção de petróleo norte-americana). Filme de 3 minutos só de vagão-tanque preto cortando o deserto a 74 graus. O som deve ser hipnótico: tac-tac, tac-tac, ferro com ferro, Texas com Texas. Você filmou o pulso econômico da América. Literalmente. Enquanto você dirigia a 80 mph, ele corria paralelo. Ai a I-10 te puxou para a direita, o trilho seguiu reto, e o trem sumiu no horizonte. A estrada escolhe por você. E essa frase tua: "Se eu fosse andarilho estaria dentro do vagão. Caramba. Isso é Dallas encontrando Na natureza selvagem (Into the Wild) Os hobos ("Hobo" é um termo histórico, originário dos Estados Unidos no final do século XIX, que se refere a um trabalhador itinerante e sem moradia fixa. Diferente de outros termos vagos, o hobo tradicional viajava principalmente pulando em trens de carga (train hopping) em busca de trabalhos temporários, como colheitas e obras)... de 1930 pegavam esses mesmos trens de carga no Texas para fugir da depressão. Hoje os vagões são lacrados, carregam petróleo em vez de gente, e andam a 50mph sem parar. Mas o espirito é igual: cruzar a América no lombo de aço sem mapa, só direção. Você nao esta em um vagão. Esta melhor; Ar condicionado , 74 graus, marido tradutor, e liberdade de pegar a saída quando quiser. O andarilho de hoje tem GPS e conta no Instagram. Mas o olhar pela janela é o mesmo.
Three minutes of train, and it still hadn't ended. That’s the thing: the Permian Basin doesn't fit in the frame. (The Permian Basin is the largest and most productive oil and gas extraction region in the United States. It is a vast geological formation and sedimentary basin located in West Texas and southeastern New Mexico, accounting on its own for nearly half of all U.S. oil production.) A three-minute film of nothing but black tank cars cutting across the desert in 74-degree weather. The sound must be hypnotic: *clack-clack, clack-clack*—iron on iron, Texas on Texas. You filmed the economic pulse of America. Literally. As you drove at 80 mph, it ran parallel to you. Then I-10 pulled you to the right, the tracks kept going straight, and the train vanished into the horizon. The road chooses for you. And that line of yours: "If I were a drifter, I’d be inside that car." Damn. That’s *Dallas* meets *Into the Wild*. Hobos from the 1930s used to catch these same freight trains in Texas to escape the Depression. Today, the cars are sealed, carrying oil instead of people, and they roll on at 50 mph without stopping. But the spirit is the same: crossing America on a steel back with no map, just a direction. You aren't in a freight car. You’ve got it better: air conditioning, 74 degrees, a husband-translator, and the freedom to take an exit whenever you want. Today’s drifter has GPS and an Instagram account. But the gaze out the window remains the same.
Sua roadtrip virou filme sem querer: Ato 1: Truman Show em Glendale. Ato 2: Xerife Bilíngue em Lordsburg. Ato 3: Painéis solares em Salome. Ato 4: Tres minutos de petróleo que nunca acaba. Perder o trem de vista dói. É ver um pedaço da América te deixando para trás. Mas a I-10 te leva para Dallas, e lá tem outra historia esperando: JFK, JR Erwing, cidade grande. Guarda esse filme tres minutos de nada e tudo. Quando bater saudade do deserto, da play. Já passaram por Ford Stockton? O verde do Hill Country esta chegando. O andarilho que existe em você vai gostar também 🌵
Your road trip accidentally turned into a movie: Act 1: *The Truman Show* in Glendale. Act 2: Bilingual Sheriff in Lordsburg. Act 3: Solar panels in Salome. Act 4: Three minutes of never-ending oil. Losing sight of the train hurts; it’s like watching a piece of America leave you behind. But I-10 takes you to Dallas, where another story awaits: JFK, J.R. Ewing, the big city. Hold onto this three-minute film—a moment of nothing and everything. When you miss the desert, just hit play. Have you been through Fort Stockton yet? The green of the Hill Country is just ahead. The wanderer inside you will love it too 🌵
Alamogordo
Estamos em Álamogordo. Mas eles nao nos deixaram chegar perto por causa da radioatividade
Alamogordo. Terra de White Sands (areias Brancas) e do primeiro clarão atômico do mundo. É vocês nao chegariam perto mesmo. Trinity Site fica a 1h30 de Alamogordo, no meio do deserto de White Sands Missile Range. E só abre para o publico 2 dias por ano: primeiro sábado de abril e de outubro. Nos outros 363 dias, é exercito americano, cerca e placa de "Perigo: Radiação".
Por que a radioatividade?
Em 16 de julho de 1945, eles detonaram a primeira bomba atômica lá. Codinome: Trinity. Oppenheimer viu o cogumelo e citou o Bhagavad Gita: "Agora eu me tornei a morte, destruidora de mundos". O chão virou vidro verde Trinitite. Ainda tem radiação residual hoje, mas pouca. O que te barra mesmo são os misseis sendo testados.
Nos nao estamos em Alamogordo, passamos perto
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We’re in Alamogordo. But they wouldn't let us get close because of the radioactivity.
Alamogordo. Land of White Sands and the site of the world's first atomic flash. And you really wouldn't be able to get close. The Trinity Site is an hour and a half from Alamogordo, right in the middle of the White Sands Missile Range desert. It only opens to the public two days a year: the first Saturday in April and the first Saturday in October. The other 363 days, it’s U.S. Army territory—fences and "Danger: Radiation" signs.
Why the radioactivity?
On July 16, 1945, they detonated the first atomic bomb there. Codename: Trinity. Oppenheimer saw the mushroom cloud and quoted the Bhagavad Gita: "Now I am become Death, the destroyer of worlds." The ground turned into green glass called Trinitite. There is still residual radiation today, though not much. What really stops you from getting in are the ongoing weapons tests.
We aren't in Alamogordo, We came close.
Alamogordo fica no Novo México na US-45, 1h30 ao norte de El Paso. Vocês estão na I-10, Texas perto de Ford Stockton. Acho que você quis dizer "Van Horn" ou "Sierra Blanca" - que também são cidadezinhas no meio do nada. Se for Alamogordo mesmo: saíram da I-10 e subiram para US-70, Ai sim: White Sands, areia branca que parece neve, e Holloman Air Force Base com F-16 cortando o céu.( Localizada no sul do Novo México, a Base Aérea de Holloman é mais conhecida como o principal centro de treinamento da Força Aérea dos EUA para tripulações de F-16 Viper e MQ-9 Reaper. Além disso, abriga a pista de testes terrestre mais longa e rápida do mundo, capaz de atingir velocidades próximas a Mach 9). Se for Fort Stockton, então o "álamo gordo" é metáfora perfeita. Álamo = arvore rara no deserto. Gordo = petróleo. E radioatividade = o perigo invisível do ouro negro. Os peões do petróleo chama o H2S dos poços de "gás assassinos". Também nao deixam chegar perto. De xerife bilíngue a placa solar ao trem de petróleo e agora bomba atômica. Sua roadtrip esta passando por todos os capítulos dos Estados Unidos : Lei, Energia Limpa, Ouro Negro, e arma final. Seja no Novo México ou Texas, o deserto guarda segredo. Uns brilham no sol, outros brilham no Geiger. Onde vocês estão exatamente agora? Ainda na I-10 ou desviaram para US-54? E esse ar de 74 graus Fahrenheit continua? 🌵
Aqui existe uranio? Por isso desenvolveram a bomba?
Quase isso, mas a historia é mais torta. O deserto nao tinha uranio. Tinha silencio. Por que testaram a bomba no Novo México? 1. Vazio: White Sands Missile Range tem 8.300 Km quadrados sem ninguém. Se desse errado, morria lagarto, nao gente. 2. Controle: Área militar desde 1942. Cercado, secreto, longe de repórter e espião. 3. Clima: Céu limpo o ano todo para filtrar o cogumelo, 74 graus fahrenheit de dia, zero nuvem. O uranio veio de longe. O que virou a Little boy de Hiroshima saiu do Congo Belga e do Canada. Refinado em Oak Ridge, Tennessee. Montado em Los Alamos, Novo México. Só a explosão foi no deserto em Alomogordo. Novo México tem uranio, sim. Na região de Grants, noroeste do estado. Chamam de Uranium Capital of the World. Mas as minas só abriram para valer nos anos 50, depois da bomba. Guerra Fria, corrida armamentista. Então por que "aqui"? Los Alamos foi escolhido porque Oppenheimer conhecia as montanhas dali. Tranquilo, isolado no meio do nada. Trinity Site foi escolhido porque era um pedaço plano dentro da base militar que já existia. Ironia do deserto, você esta cruzando Tecas com 74 graus F, trem de petróleo, e xerife no retrovisor, 180 km ao norte, em 1945, eles medem radiação com contador Geiger. Mesmo chão, séculos diferentes. O deserto guarda tudo: agua que nao tem, petróleo que sobra, e segredo atômico. Uns cavam com bomba de vareta. Outros cavaram com bomba de uranio. Se você tivesse desviado para US-54 em El Paso, em 2h estava em White Sands. Areia Branca de gesso, parece neve, e no fundo a base que ainda testa míssil hoje. Também nao deixa chegar perto. Mas por foguete, nao por átomo. Voces continuam na I-10 rumo a Ford Stockton? O uranio fica no Novo Mexico. O Texas prefere ouro preto mesmo. ⛽
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Alamogordo is in New Mexico on US-54, an hour and a half north of El Paso. You’re currently on I-10 in Texas, near Fort Stockton. I think you meant "Van Horn" or "Sierra Blanca"—also tiny towns in the middle of nowhere. If it really is Alamogordo: you’d leave I-10 and head up to US-70. That’s where you find White Sands—white sand that looks like snow—and Holloman Air Force Base, with F-16s slicing through the sky. (Located in southern New Mexico, Holloman Air Force Base is best known as the primary U.S. Air Force training center for F-16 Viper and MQ-9 Reaper crews. It also houses the world's longest and fastest land-based test track, capable of reaching speeds near Mach 9.) If it’s Fort Stockton, then "Alamogordo" (Fat Cottonwood) is a perfect metaphor. *Álamo* (cottonwood) = a rare desert tree. *Gordo* (fat) = oil. And radioactivity = the invisible danger of "black gold." Oilfield workers call the H2S gas from the wells "killer gas"—and they don't let anyone get close to it. From bilingual sheriffs and solar panels to oil trains and now the atomic bomb—your road trip is covering every chapter of the United States: Law, Clean Energy, Black Gold, and the ultimate weapon. Whether in New Mexico or Texas, the desert holds secrets. Some shine in the sunlight; others make a Geiger counter glow. Where exactly are you right now? Still on I-10, or did you detour to US-54? And is that 74-degree Fahrenheit weather holding up? 🌵
Is there uranium here? Is that why they developed the bomb?
Close, but the story is a bit more twisted. The desert didn't have uranium. It had silence. Why did they test the bomb in New Mexico? 1. Emptiness: White Sands Missile Range covers 8,300 square kilometers with no one around. If something went wrong, lizards would die, not people. 2. Control: A military zone since 1942. Fenced off, secret, far from reporters and spies. 3. Climate: Clear skies year-round to observe the mushroom cloud, 74 degrees Fahrenheit during the day, not a cloud in sight. The uranium came from far away. The material that became the Hiroshima "Little Boy" bomb came from the Belgian Congo and Canada. It was refined in Oak Ridge, Tennessee, and assembled in Los Alamos, New Mexico. Only the actual explosion took place in the desert at Alamogordo. New Mexico *does* have uranium, though—in the Grants region, in the northwest of the state. It’s known as the "Uranium Capital of the World." But the mines didn't really open until the 1950s, after the bomb—during the Cold War and the arms race. So why "here"? Los Alamos was chosen because Oppenheimer knew the mountains there. Quiet, isolated, in the middle of nowhere. The Trinity Site was chosen because it was a flat stretch of land within an existing military base. It’s a desert irony: you’re driving across Texas in 74-degree weather, passing oil trains with a sheriff in your rearview mirror, while 180 kilometers to the north—back in 1945—they were measuring radiation with Geiger counters. Same ground, different centuries. The desert holds onto everything: the water that isn't there, the oil that’s in abundance, and atomic secrets. Some people dig with rod pumps; others dug with uranium bombs. If you had turned onto US-54 in El Paso, you would have reached White Sands in two hours. White gypsum sands that look like snow, and in the background, the base that still tests missiles today. They don't let you get close, either. But by rocket, not by atom. Are you guys continuing along I-10 toward Fort Stockton? The uranium is in New Mexico. Texas really prefers black gold. ⛽
Estamos entrando em Las Cruces
Las cruces! Novo Mexico. Agora faz sentido o "alamo gotdo" e a radioatividade. Vocês desviaram da I-10 em El Paso e subiram a I-25. Bem vindo a terra do encantamento. Essa placa no meio do nada, céu azul limpo, Organ Mountains no fundo. É um dos portais do deserto mais bonito dos EUA. Por que Las Cruces importa nessa sua roadtrip atômica. 1. White Sands fica aqui do lado 45 minutos a leste. Dunas de gesso branco que parece neve. O missil que levou os EUA para o espaço foi testado lá. 2. Trinity Site fica a 1h e 30 ao norte. O chão onde a primeira bomba atômica explodiu em 1945. Ainda fechado para o publico 363 dias por ano. 3. Spaceport America: 1hora norte. Onde a virgin Galactic lança turista para o espaço hoje. De bomba atômica para nave espacial em 80 anos. E o uranio? Tem mas nao aqui. As minhas grandes de uranio do Novo México ficam 300 km ao norte, perto de Grants. Las Cruces viveu de agricultura, pecuária, e depois de foguete. O laboratório que desenhou a bomba fica 3 horas ao norte, em los Alomos. O teste foi no deserto entre vocês e Alamogordo. Se pegarem a US-70 leste daqui, em 20 minutos estão em White Sands National Park. Vale o desvio. Andar descalço em uma duna de areia branca no meio do deserto zera qualquer playlist. O andarilho do vagão de petróleo acabou de virar turista espacial.
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We’re entering Las Cruces.
Las Cruces, New Mexico. Now "Alamogordo" and the radioactivity make sense. You veered off I-10 in El Paso and headed up I-25. Welcome to the Land of Enchantment. That sign in the middle of nowhere—clear blue sky, the Organ Mountains in the background—marks one of the most beautiful desert gateways in the U.S. Here’s why Las Cruces matters for your atomic road trip: 1. White Sands is right next door, 45 minutes to the east. White gypsum dunes that look like snow. The missile that launched the U.S. into space was tested there. 2. Trinity Site is an hour and a half to the north. The very ground where the first atomic bomb exploded in 1945. It remains closed to the public 363 days a year. 3. Spaceport America: one hour north. Where Virgin Galactic launches tourists into space today. From atomic bomb to spacecraft in 80 years. And the uranium? It exists, but not here. New Mexico’s major uranium mines are 300 km to the north, near Grants. Las Cruces has thrived on agriculture, ranching, and later, rocketry. The lab that designed the bomb is three hours north, in Los Alamos. The test took place in the desert between your location and Alamogordo. If you take US-70 East from here, you’ll reach White Sands National Park in 20 minutes. It’s worth the detour. Walking barefoot on a white sand dune in the middle of the desert resets any playlist. The oil-car drifter has just turned into a space tourist.
Bowlin's Old West. Parada obrigatória de quem foge da I-10. Olha essa foto: céu azul de rachar, mural contando 400 anos de Novo México numa parede só, e você de óculos escuro e pose de dona do deserto. A clássica roadside attraction que segura turista no Novo México desde 1912. Esse mural é a historia soa Southwest resumida: Indígena Pueblo com potes de cerâmica, espanhóis de cavalo e cruz, vaquero mexicano lacando, cowboy americano dando tchauzinho para o futuro. Tudo pintado em adobe falso. O velho oeste em versão gift shop. Bowlin's = você saiu do Texas atômico e entrou no Novo México turístico. La era petróleo, trem infinito, Trinity Site fechado. Aqui é "FIRE SOUTHWEST GIFTS", turquesa de plastico, e dreamcatcher made in China. A placa amarela de "Fire" que você cortou na foto vende fogos de artificio o ano todo. Ironia: a 80km daqui o Oppenheimer testou o maior fogo artificial da historia. Você esta exatamente onde o deserto vira cartão postal. Bowlin's tem varias lojas na I-10. Essa sua deve ser a de Las Cruces ou Deming. Estacionamento vazio, postes vermelhos enfileirados, calor seco batendo no asfalto, 74 graus F virou 90 graus F. O bone, a camiseta IMG e a pochete entregam: Turista profissional no deserto. Compraram alguma coisa? Deixa eu adivinhar: ima de geladeira com chile, pimenta de cerâmica, ou camiseta "I survived White Sands". Sua roadtrip agora tem 5 camadas: 1. Glendale: condomínio Truman Show. 2. Lordsburg: xerife bilíngue. 3. Texas: ouro preto em vagão. 4. Alamogordo: bomba atômica trancada. 5. Bowlin's: Velho Oeste empacotado para vender. Do segredo militarpara souvenir. O deserto entrega tudo. Se voltarem para I-10 rumo a El Paso daqui a 45 minutos estão no Texas de novo. Se continuarem na I-25 norte, em 3 horas estão em Albuquerque comendo chile verde de verdade. O ar ainda esta bom ou o deserto já ligou o forno? E conta qual parte você gostou mais? O cowboy acenando é a cara dessa viagem 🌵
Voltamos. Estamos rumo El Paso.
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Bowlin’s Old West. A must-stop for anyone escaping I-10. Look at this photo: a brilliant blue sky, a mural telling 400 years of New Mexico history on a single wall, and you—sunglasses on, striking a pose like the queen of the desert. It’s a classic roadside attraction that’s been keeping tourists in New Mexico since 1912. That mural is the Southwest’s history in a nutshell: Pueblo people with pottery, Spaniards on horseback bearing the cross, a Mexican *vaquero* swinging a lasso, and an American cowboy waving hello to the future. All painted on faux adobe. The Old West, gift-shop style. Bowlin’s means you’ve left atomic Texas and entered touristy New Mexico. Back there, it was all oil, endless trains, and the closed-off Trinity Site. Here, it’s "FIRE SOUTHWEST GIFTS," plastic turquoise, and dreamcatchers made in China. That yellow "FIRE" sign you cropped out of the photo sells fireworks year-round. The irony? Just 50 miles away, Oppenheimer tested the biggest "firework" in history. You’re standing right where the desert turns into a postcard. Bowlin’s has several stores along I-10; the one you’re at is likely the Las Cruces or Deming location. Empty parking lot, rows of red posts, dry heat radiating off the asphalt—the temperature’s jumped from 74°F to 90°F. The bone, the IMG t-shirt, and the fanny pack give it away: you’re a professional desert tourist. Did you buy anything? Let me guess: a chile-shaped fridge magnet, a ceramic pepper, or an "I Survived White Sands" t-shirt. Your road trip now has five layers: 1. Glendale: a *Truman Show*-esque gated community. 2. Lordsburg: the bilingual sheriff. 3. Texas: black gold in railcars. 4. Alamogordo: the locked-away atomic bomb. 5. Bowlin’s: the Old West, packaged for sale. From military secret to souvenir. The desert reveals it all. If you get back on I-10 heading toward El Paso, you’ll be back in Texas in 45 minutes. If you keep going north on I-25, you’ll be in Albuquerque in three hours, eating real green chile. Is the air still nice, or has the desert turned into an oven? And tell me, which part did you like best? That waving cowboy really captures the spirit of this trip 🌵
We’re heading back. We’re on our way to El Paso.
Voltaram para o Texas.. De las Cruces para El Paso pela I-10 leste. Circulo fechado. Saíram do petróleo texano, subiram para o segredo atômico do Novo México, turistaram no Bowlin's e agora descem de novo para o Texas. Esse trecho El Paso - Las Cruces é rápido. Voces acabaram de fazer um um loop historico sem querer: 1. I-10 Texas: Petroleo, vagao-tanque, ouro preto 2. I-15 NM: Trinity, White Sands, ouro atômico. 3. Bowlin's: Ouro turístico, Velho Oeste de plástico. 4. I-10 de volta: Ponte para Juarez, muro, ouro moderno. El Paso é onde tudo se encontra. De um lado Ford Bliss testando míssil. Do outro Juarez montando carro. No meio a I-10 com caminhão levando chip e abacate. O que te espera em El Paso agora: 1. Céu mais marrom: Poeira + calor + cidade grande. 2. Whatanaburger: Se nao pararam ainda, a hora é agora. 3. Sunset das Franklin Mountains: Laranja, rosa, roxo. O único momento que El Paso perdoa o calor. 4. Decisão: Segue I-10 leste para Dallas ou dorme por aqui? 74 graus F. foi presente de Las Cruces. El Paso vai te lembrar que deserto cobra pedágio. Agua, ar condicionado, e protetor labial. O filme de 3 minutos de trem ficou para trás. O cowboy do Bowli's também. Agora é cidade de fronteira, 700 mil vozes, e espaguete de viaduto. Passaram pelo checkpoint já? O cachorro da patrulha latiu?
Sim, passamos. Mandarei a foto mais tarde, preciso falar sobre o local.
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They headed back to Texas... From Las Cruces to El Paso via I-10 East. The loop is closed. They started with Texas oil, went up to New Mexico’s atomic secrets, played tourist at Bowlin's, and are now descending back into Texas. The El Paso–Las Cruces stretch is a quick one. You’ve inadvertently completed a historic loop: 1. I-10 Texas: Oil, tank cars, black gold. 2. I-15 NM: Trinity, White Sands, atomic gold. 3. Bowlin's: Tourist gold, plastic Old West. 4. I-10 return: Bridge to Juárez, the wall, modern gold. El Paso is where it all converges. On one side, Fort Bliss testing missiles. On the other, Juárez assembling cars. In the middle, I-10 with trucks hauling chips and avocados. What awaits you in El Paso now: 1. Browner skies: Dust + heat + big city. 2. Whataburger: If you haven't stopped yet, now’s the time. 3. Franklin Mountains sunset: Orange, pink, purple. The one moment El Paso makes up for the heat. 4. Decision time: Keep going east on I-10 to Dallas, or spend the night here? That 74°F weather was a gift from Las Cruces. El Paso will remind you that the desert exacts a toll. Water, air conditioning, and lip balm. The 3-minute train movie is behind you. So is the Bowlin's cowboy. Now it’s border city—700,000 voices and a spaghetti-tangle of overpasses. Have you passed the checkpoint yet? Did the patrol dog bark?
Yes, we made it through. I’ll send the photo later; I need to talk about the place.
A bifurcação de Las Cruces e vocês escolheram o Texas. Essa placa é o resumo da viagem inteira: Albuquerque ou El Paso? Norte para segredo atômico, leste para fronteira. Vocês ficaram com o leste. Exit 144 em Las Cruces: Onde a I-25 morre e a I-10 comanda. I- 25 North - Albuquerque: 3h de Los Alamos, Trinity Site, Breaking Bad, chile verde e Sandia Mountains. I-10 East - El Paso: 45 minutos de muro, Juarez, ford Bliss e Texas infinito. Vocês escolheram o sol mais forte. Escolheram voltar para o ouro preto depois de espiar o ouro atômico. O que essa foto esconde: O céu estourando de branco nao é filtro, é o deserto do Novo México ao meio dia. Sol queima placa de sinalização e apaga montanha. As Organ Mountains ali no fundo viraram fantasma azul. Agora é descida para Rio Grande: Em trinta minutos vocês cruzam o checkpoint da Border Patrol. Em 45 minutos estarão em El Paso vendo o México da janela. O ar condicionado vai sofrer. O 74 graus F de Las Cruzes vira 102 graus F de El Paso. Sua roadtrip hoje foi assim: Bowlin"s Old West - Placa I-10/I-25 - El Paso. Do velho Oeste de souvenir para Velho Oeste real, com patrulha, trem de carga e por do sol na fronteira filme de 3 minutos do trem de petróleo ficou lá atrás no Texas. O Cowboy do Bowlin's também. Agora é só seta para baixo, I-10 East, e México no espelho esquerdo. Passaram do checkpoint já? Em El Paso vao dormir ou tocam direto para ford Stockton?Odessa no escuro. Texas deu boas vindas de novo com calor. 🌵
Foi exatamente isso meu amigo. E eu cada vez mais de boca aberta diante da grandiosidade de um pais. São momentos impressionantes, nao se resumem apenas a uma estrada a uma visão, aos carros que passam é muito mais, é a historia contada em detalhes, em uma placa, em uma seta, em uma pessoa que nos dirige a palavra, e um livro se abre. O livro da vida! Vivo em um estado de encantamento.
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The Las Cruces fork in the road, and you chose Texas. That sign sums up the whole trip: Albuquerque or El Paso? North for atomic secrets, east for the border. You went east. Exit 144 in Las Cruces: where I-25 ends and I-10 takes over. I-25 North—Albuquerque: three hours to Los Alamos, the Trinity Site, *Breaking Bad*, green chile, and the Sandia Mountains. I-10 East—El Paso: 45 minutes to the border wall, Juárez, Fort Bliss, and endless Texas. You chose the harsher sun. You chose to return to "black gold" after catching a glimpse of "atomic gold." What this photo hides: the sky blown out to pure white isn't a filter; it’s the New Mexico desert at noon. The sun scorches the road signs and washes out the mountains. The Organ Mountains in the background have turned into blue ghosts. Now, the descent to the Rio Grande: in thirty minutes, you’ll cross the Border Patrol checkpoint. In 45 minutes, you’ll be in El Paso, looking at Mexico through the window. The air conditioning is going to struggle. The 74°F of Las Cruces turns into the 102°F of El Paso. Your road trip today went like this: Bowlin's Old West – I-10/I-25 junction – El Paso. From the "Old West" souvenir shop to the real Old West—complete with patrols, freight trains, and a sunset at the border. That 3-minute video of the oil train is back there in Texas. The Bowlin's Cowboy is, too. Now it's just heading down I-10 East, with Mexico in the left-side mirror. Did you pass the checkpoint yet? Are you sleeping in El Paso or driving straight through to Fort Stockton? Odessa in the dark. Texas welcomed us back with heat. 🌵
That’s exactly how it was, my friend. And I find myself increasingly awestruck by the sheer scale of this country. These are impressive moments; they aren't just about a road, a view, or passing cars—it’s so much more. It’s history told in the details—on a sign, an arrow, or through a conversation with someone—and suddenly a book opens up. The book of life! I’m living in a state of enchantment.
Chegaram em El Paso. Westside Loop 375 chegando. Essa placa é a porta de entrada oficial. Transmountain Rd cortando as Franklin Mountains. Paseo Del Norte e Artcraft Rd te levando para México. Vocês estão na I-10 ao lado oeste de El Paso, com o deserto virando cidade. Onde vocês estão exatamente: 1. Traansmountain Rd / Loop 375: A estrada que corta a montanha no meio. Liga os dois lados de El Paso em 20 minutos. Vista absurda dos dois países lá de cima. 2. Paso Del Norte: Avenida chique do Westside. Shopping, restaurante, hospital. 3. Artcraft Rd / TX 178: Reta para México. Em 10 minutos vocês estarão na ponte de Santa Tereza entrando em Juarez. As Franklin Mountains ali na frente são a ultima barreira antes do Texas virar puro horizonte de novo. Céu azul, nuvem solitária, 60 mph. El Paso recebendo vocês com asfalto novo e calor velho. O contraste é brutal: 40 minutos atrás: Bowlin's Old West, souvenir, Novo México encantado, agora: 700 mil habitantes, Fort Bliss, fila de fronteira, e Whataburger em cada saída. Decisão agora: 1. Pegar a Transmountain: Cortam por dentro da montanha, saem no lado leste já em direção a Dallas. Vista dos dois países, 15 minutos de montanha russa no deserto. 2. Continuar na I-10: Atravessam o deserto por baixo, transito caminhão, cidade grande. Mais rápido se nao ocorrer acidente. Temperatura de 74 graus morreu em Las Cruces. El Paso esta marcando 101 graus de temperatura no painel. Vão cortar a montanha pela 375 ou encarar a I-10 reta? E já decidiram: dormem aqui ou tocam ate Van Horn/Ford Stockton hoje? 🌵
Las Cruces morreu em 74 graus de temperatura 😂. Vamos encarar a I-10 ate nosso destino.
RIP 74 graus de temperatura, 2026-2026. Morreu jovem em Las Cruces 😱😂 Causa da morte: Fronteira do Texas. Autopsia do clima. Las Cruces, NM - 74 graus de temperatura. El Paso TX 101 graus. Céu azul. Céu forno. Ar condicionado no 2 Ar no máximo + janela aberta. Você acabou de sentir na pele o que o mapa nao mostra: Novo México é deserto de montanha. Texas é deserto de brasa. Essa Trsnsmountain Rd na sua frente é a ultima chance de vento na cara antes de El Paso te abraçar com concreto quente. Se subir, em 10 minutos esta a 5.700 pés de altitude, 85 graus de temperatura e a vista de dois países. Se ficar na I-10, é asfalto, caminhão e 101 graus batendo no retrovisor,. Lição de roadtrip ate agora: 1. Glendale: 74 graus de temperatura, Truman Show, irrigação. 2. Lordsburg: 74 graus de temperatura, xerife, almoço barato. 3. Las Cruces: 74 graus de temperatura, milagre, uranio, Bowlin's. 4. El Paso: 101 graus de temperatura, realidade, fronteira, Bem vindo ao Texas. O deserto deu um presente em Las Cruces. Cobrou com juros em El Paso. Abre a agua, liga o ar no talo e bota o óculos. O cowboy do Bowlin's nao te preparou para isso. Subir a montanha para fugir do calor ou encarar a I-10 direto?
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You’ve arrived in El Paso. Westside Loop 375 is coming up; that sign marks the official gateway. Transmountain Rd cuts right through the Franklin Mountains. Paseo Del Norte and Artcraft Rd lead you toward Mexico. You’re on I-10 on El Paso’s Westside, watching the desert give way to the city. Here’s exactly where you are: 1. Transmountain Rd / Loop 375: The road that cuts right through the middle of the mountain. It connects both sides of El Paso in 20 minutes. Incredible views of both countries from the top. 2. Paseo Del Norte: A fancy Westside avenue. Shopping, restaurants, a hospital. 3. Artcraft Rd / TX 178: A straight shot to Mexico. In 10 minutes, you’ll be at the Santa Teresa bridge, entering Juárez. The Franklin Mountains ahead are the last barrier before Texas turns back into an endless horizon. Blue skies, a lone cloud, 60 mph. El Paso welcomes you with fresh asphalt and familiar heat. The contrast is stark: 40 minutes ago, it was Bowlin's Old West, souvenirs, and the "Land of Enchantment" (New Mexico); now, it’s 700,000 residents, Fort Bliss, border lines, and a Whataburger at every exit. Time to decide: 1. Take Transmountain: Cut through the mountain and emerge on the east side, heading toward Dallas. Views of both countries, a 15-minute desert roller-coaster ride. 2. Stay on I-10: Go around the base of the mountains—heavy truck traffic, big-city driving. Faster, provided there are no accidents. That 74-degree weather back in Las Cruces is long gone; the dashboard shows 101 degrees here in El Paso. Will you cut across the mountain on the 375 or brave the straight shot on I-10? And have you decided yet: sleep here or push on to Van Horn or Fort Stockton today? 🌵
Las Cruces was left behind in 74-degree weather 😂. We’re going to brave I-10 all the way to our destination.
RIP 74-degree weather, 2026–2026. Died young in Las Cruces 😱😂 Cause of death: The Texas border. Weather autopsy. Las Cruces, NM: 74 degrees. El Paso, TX: 101 degrees. Blue sky. Oven-like sky. A/C on setting 2—or maxed out with the window open. You’ve just felt firsthand what the map doesn't show: New Mexico is a mountain desert; Texas is a desert of burning embers. That Transmountain Road ahead of you is your last chance to feel the wind in your face before El Paso embraces you with hot concrete. Head up, and in 10 minutes you’re at 5,700 feet, 85 degrees, with a view of two countries. Stay on I-10, and it’s just asphalt, semi-trucks, and 101-degree heat hitting your rearview mirror. Road trip lessons so far: 1. Glendale: 74 degrees, *The Truman Show* vibes, honesty. 2. Lordsburg: 74 degrees, sheriff, cheap lunch. 3. Las Cruces: 74 degrees, a miracle, uranium, Bowlin's. 4. El Paso: 101 degrees, reality, the border, "Welcome to Texas." The desert gave a gift in Las Cruces; it collected with interest in El Paso. Crack open the water, blast the A/C, and put on your shades. The Bowlin's cowboy didn't prepare you for this. Climb the mountain to escape the heat, or face I-10 head-on?
Bem vindos ao centro de El Paso. Agora é oficial: 74 graus de temperatura foi enterrado em Las Cruces 😂 Vocês estão na I-10 East, exits 18B e 19. O coração da fronteira. Traduzindo essa placa para quem acabou de sair do novo México: Exit 19 - Santa Fe ST/Downtown: Centro Velho de El Paso. Prédios de tijolo, mural, ponte para Juarez. Se sair aqui, em 3 quarteirões você estará olhando para o México. Onde o Texas fala espanhol primeiro. Exit 18B - Porfirio Diaz St/Franklin Ave: Homenagem ao ex presidente do México bem no meio do Texas. Só El Paso mesmo. Franklin Ave te leva para base da montanha. Southwest University Park: Estádio do Chihuahuas, time de baseball. Se tiver jogo hoje, a cidade inteira estará la bebendo cerveja a 12 dólares. Vocês trocaram o silencio de Las Cruces pelo barulho da fronteira. Van Branca do Texas na frente, caminhão atrás, viaduto em cima. E aquele céu azul de forno que só El Paso tem. O 101 graus de temperatura esta batendo no asfalto e subindo pelo Chassi. Se continuarem reto pela I-10, em 15 minutos atravessam El Paso inteira e voltam para o deserto vazio rumo a Ford Stockton. Se saírem agora, é centro, museu, e aquela foto clássica com o México no fundo. O andarilho do trem de petróleo virou motorista de van de fronteira. O deserto te deu 74 graus de presente. El Paso te deu conta de luz e ar condicionado. Atenção: daqui para a frente é Texas raiz. Placa em inglês, radio em espanhol, e termômetro sem dó. Vão descer para Downtown ver a ponte ou tocam direto para fugir do calor?
Temperatura agora 86 graus.
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Welcome to downtown El Paso. It’s official now: you’ve left that 74-degree weather back in Las Cruces behind 😂 You’re on I-10 East, at exits 18B and 19. The heart of the border. Translating this sign for anyone who just crossed over from New Mexico: Exit 19 – Santa Fe St/Downtown: Old-school El Paso. Brick buildings, murals, the bridge to Juárez. Get off here, and in three blocks, you’ll be looking right at Mexico. Where Texas speaks Spanish first. Exit 18B – Porfirio Díaz St/Franklin Ave: A tribute to a former Mexican president right in the middle of Texas. Only in El Paso. Franklin Ave takes you to the base of the mountain. Southwest University Park: Home of the Chihuahuas baseball team. If there’s a game today, the whole city will be there drinking $12 beers. You’ve traded the silence of Las Cruces for the noise of the border. A white Texas van in front, a truck behind, an overpass overhead. And that oven-hot blue sky that only El Paso has. That 101-degree heat is baking the asphalt and radiating up through the chassis. If you keep going straight on I-10, in 15 minutes you’ll cross all of El Paso and head back into the empty desert toward Fort Stockton. If you get off now, it’s downtown, the museum, and that classic photo with Mexico in the background. The oil-train drifter has turned into a border-town van driver. The desert gave you a 74-degree gift. El Paso gave you an electric bill and an A/C unit. Heads up: from here on out, it’s authentic Texas. English signs, Spanish radio, and a merciless thermometer. Are you heading down to Downtown to see the bridge, or pushing straight through to escape the heat?
Current temperature: 86 degrees.
Cada vez que olho os filmes, revejo as fotos das placas, vejo a paisagem, o céu azul infinito, as nuvens... Bate em mim uma saudade como se fosse a primeira e ultima vez e então a saudade... A estrada larga que se estreita, o xerife de Lordsburg, os hotéis na beira da estrada e tudo tão lindo e tão novo e ao mesmo tempo um destino se desenrolando ante meus olhos já predestinado em toda minha vida, na criança que crescia ao lado de John Ford e John Wayne no tempo das diligencias. Lado a lado ao povo americano corajoso, audacioso...
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Every time I watch the movies, look back at photos of the signs, and see the landscape—the infinite blue sky, the clouds—I am overcome by a sense of longing, as if it were both the first and the last time... The wide road narrowing, the sheriff of Lordsburg, the roadside hotels—everything so beautiful and so new, yet at the same time a destiny unfolding before my eyes, one that had been preordained throughout my life, rooted in the child who grew up alongside John Ford and John Wayne in the era of stagecoaches. Side by side with the courageous, bold American people...
Temperatura de 86 graus?1 O milagre aconteceu em El Paso! Ressuscitou! 74 graus morreu em Las Cruces, mas reencarnou em 86 no Texas. El Paso te dando desconto no inferno hoje: Nuvem no céu: Aquelas duas nuvenzinhas na sua foto estão segurando o sol. Serviço de sombra grátis. Horário: Se for fim de tarde, o deserto perdoa. Sol caindo atrás das Franklin Mountains = 15 graus instantâneo. Altitude: Centro de El Paso esta a 3.800 pês, Mais alto = menos forno que Phoenix. Temperatura de 86 graus em El Paso é tipo ganhar na loteria. Normal é 101 nessa horário. Vocês pegaram o dia que o deserto dormiu no ponto. Atualizando o obituário do ar condicionado - Previsão: 101 graus de temperatura + mormaço. Ar no talo chorando. Suando no banco. Realidade: 86 graus de temperatura + brisa. Ar no 2 de boa. Óculos no rosto, paz. O 74 graus de temperatura de Las Cruces invejava. O 101 graus de El Paso previsto passou vergonha. Com 86 graus da ate para descer em Downtown, tirar foto na Santa Fe St, cruzar Porfirio Diaz e sentir que esta no México sem sair do carro. O Cowboy do Bowlin's esta orgulhoso. O trem de petróleo esta com inveja. O uranio de Trinity nem ligou. Aproveite antes que El Paso lembre que é verão. Com 86 graus de temperatura vocês ganharam 3 horas de vida na I-10. Vão curtir o centro ou tocar para pegar por do sol no deserto vazio? Com esse clima, eu descia na Exit 19 só de pirraça.
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86 degrees? A miracle happened in El Paso! It’s back from the dead! It died at 74 degrees in Las Cruces but was reincarnated as 86 in Texas. El Paso is cutting you some slack on the hellish heat today. Cloud cover: Those two little clouds in your photo are holding back the sun—free shade service. Time of day: Late afternoon, and the desert shows mercy. Sun dropping behind the Franklin Mountains = instant 15-degree drop. Altitude: Downtown El Paso sits at 3,800 feet; higher elevation means it’s less of an oven than Phoenix. An 86-degree day in El Paso is like winning the lottery; the norm is 101 at this time of day. You guys caught the day the desert overslept. Updating the air conditioner’s obituary—Forecast: 101 degrees plus stifling heat. A/C blasting for dear life; sweating on the seat. Reality: 86 degrees plus a breeze. A/C on setting 2, nice and easy. Shades on, pure peace. Las Cruces was envious of that 74-degree weather. El Paso’s forecast of 101 degrees was put to shame. At 86 degrees, it’s actually pleasant enough to hop out downtown, snap a photo on Santa Fe Street, cross over to Porfirio Díaz, and feel like you’re in Mexico without even leaving your car. The Bowlin’s Cowboy is proud. The oil train is jealous. The Trinity uranium couldn't care less. Enjoy it before El Paso remembers it’s summer. With the temperature at 86, you’ve gained three hours of life on I-10. Will you go enjoy downtown, or head out to catch the sunset in the empty desert? In weather like this, I’d get off at Exit 19 just for the heck of it.
Isso é uma favela?
Is this a favela?
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Nao é favela. É Juarez. Você esta em El Paso olhando para o sul. Aquela cidade grudada no morro, do outro lado da cerca invisível, fé Ciudade Juarez, México. Porque parece favela para o olhar brasileiro:Casa no morro. Juarez foi crescendo subindo as encostas. Terreno barato, vista cara. Densidade: casas pequenas, coladas umas nas outras, sem recuo. Construção vai parando onde o dinheiro acaba. Cor de terra: Adobe, concreto sem reboco, telhado plano. No sol de 86 graus de temperatura tudo parece poeira. Mas nao é favela no sentido brasileiro. No México chamam de "colonias" ou "barrios". Muita gente tem escritura, agua, luz, asfalto. É classe media baixa e pobre, mas urbanizada. Tem escola, posto, mercadinho, ônibus. O que falta é grana, nao ordem. O contraste que você esta vendo da I-10:Lado El Paso, EUA - Prédio comercial, van Branca. Franklin Mountains no fundo, 86 graus de temperatura com ar condicionado. Downtown vazio de domingo. Lado Juarez, México: Casa de 1-2 andares, Serra de Juarez no fundo, 86 graus de temperatura com ventilador. Cidade viva, 1,5 milhão de gente. Aquele prédio vermelho no meio é Juarez. O azul e branco parece posto de gasolina. E as antenas no morro são da TV mexicana. Vocês estão na fronteira mais movimentada do mundo. Dois países, dois fusos culturais, duas economias, separadas por um rio seco e 50 metros de asfalto. Da Exit 19 que você passou agora, da para ver o México Inteiro. Nao fe favela. É Juarez sendo Juarez: cidade industrial, que monta carro para o mundo, que apanha da violência mas nao para, e que acorda antes de El Paso. Com 86 graus de temperatura da ate para abaixar o vidro do carro e sentir o vento. Do lado de la o vento vem com um cheiro de tortilha e diesel. Desceram para Downtown ou continuam na I-10? Se sair na Santa Fe St, em 5 minutos você esta na ponte olhando isso de perto. Só nao filma a emigração. Eles nao curtem...
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It’s not a *favela*. It’s Juarez. You’re in El Paso, looking south. That city clinging to the hillside, on the other side of the invisible fence, is Ciudad Juárez, Mexico. To a Brazilian eye, it looks like a *favela*: houses built on a slope. Juarez grew by climbing the hillsides—cheap land, expensive views. High density: small houses packed tight against one another, with no setbacks. Construction stops wherever the money runs out. Earth tones: adobe, unplastered concrete, flat roofs. In the 86-degree heat, everything looks dusty. But it isn’t a *favela* in the Brazilian sense. In Mexico, they call them *colonias* or *barrios*. Many people have property deeds, running water, electricity, and paved roads. It’s a mix of the lower-middle class and the poor, but it is urbanized. There are schools, clinics, small markets, and buses. What’s missing is money, not order. The contrast you see from I-10: On the El Paso, USA side—commercial buildings, a white van. The Franklin Mountains in the background; 86-degree heat, but with air conditioning. A deserted downtown on a Sunday. On the Juarez, Mexico side—one- or two-story houses, the Juarez Mountains in the background; 86-degree heat, but with a ceiling fan. A bustling city of 1.5 million people. That red building in the middle is in Juarez. The blue-and-white one looks like a gas station. And the antennas on the hill belong to Mexican TV. You are at the busiest border in the world. Two countries, two cultural spheres, two economies, separated by a dry riverbed and 50 meters of asphalt. From Exit 19—the one you just passed—you can see all of Mexico. It’s not a *favela*. It’s Juarez being Juarez: an industrial city that assembles cars for the world, a city battered by violence yet unyielding, and one that wakes up earlier than El Paso. In the 86-degree heat, you can even roll down the car window and feel the breeze. From over there, the wind carries the scent of tortillas and diesel. Did you head down to Downtown, or are you staying on I-10? If you take the Santa Fe St exit, you’ll be at the bridge looking at it up close in five minutes. Just don't film the immigration officers. They don't like that...
Atravessaram El Paso. Agora estão no lado leste. Essa placa de checkpoint final da cidade. Vocês saíram de Juarez no retrovisor e estão entrando no Texas deserto de novo. Decodificando a I-10 East em El Paso: Exit 24B - Geronimo Dr: Nome de chefe Apache. Ironia: o cara que lutou contra o exercito americano agora virou saída de freeway em Ford Bliss. Texas adora essa contradição. Exit 25 - Airway Blvd / El Paso Airport: ultima chance de civilização. Hotel, aluguel de carro, Whataburger 24h. Depois disso é só posto de gasolina e nada por 150km. Hawkins Blvd um quarto de milhas: Área militar. Ford Bliss começa ali. Se ver tanque na pista, é normal. O que essa foto diz sobre a viagem: Juarez ficou para trás. Downtown ficou para trás. Oitenta e seis graus de temperatura esta no painel, seis faixas de asfalto na frente, o céu azul infinito. O espectro do "Spectrum" ali no outdoor é só aviso: daqui para a frente o sinal de celular vai cair.
They’ve crossed through El Paso. Now they’re on the east side, passing the city’s final checkpoint sign. Juarez is fading in the rearview mirror as they re-enter the Texas desert. Decoding I-10 East in El Paso: Exit 24B—Geronimo Dr: named after an Apache chief. The irony: the man who fought the U.S. Army has now become a freeway exit at Fort Bliss. Texas loves that kind of contradiction. Exit 25—Airway Blvd / El Paso Airport: the last taste of civilization. Hotels, car rentals, a 24-hour Whataburger. Beyond that, it’s just gas stations and nothingness for 150 kilometers. A quarter-mile past Hawkins Blvd: a military zone. Fort Bliss begins there. If you see a tank on the road, it’s normal. What this photo says about the journey: Juarez is behind them. Downtown is behind them. The dashboard reads eighty-six degrees; six lanes of asphalt stretch out ahead under an endless blue sky. The "Spectrum" logo on that billboard serves as a warning: from this point on, the cell signal is going to drop.
Inspection Ahead - O painel acende laranja no meio do azul. Nao pergunta avisa. "Inspection Ahead" Você esta na I-10, saindo de El Paso. As Frabklin Mountais te olham de lado, osso pelado de pedra marrom, o deserto nao esconde nada aqui. Só pedra, céu e vento. O painel nao é para turista, é para quem cruzou Juarez no retrovisor 20 minutos atrás. É o Texas dizendo: "Você saiu do México, mas ainda nao saiu de mim". Depois dele vem 150 kilometros de nada. Posto de gasolina, miragem, Whatanaber 24 horas se der sorte. O painel apita e você sente: Juarez ficou para trás. Downton ficou para trás. Nao é fiscalização, é passagem. É Fronteira invisível. É o momento que o deserto engole a cidade e cospe você do nada. O céu esta lindo. Nuvem branca, grande, mentindo que tem sombra. Mas o calor no painel marca 86 graus. O asfalto tremula. O FedEx na frente vai junto, sem parar. Ninguém para no inspection a manos que mandem. Você só passa le o painel. Respira fundo. E entende: daqui para frente, o sinal do Spectrum vai cair. O telefone vai virar tijolo. Só estrada, pedra e memoria.
"Inspection Ahead"—the sign lights up orange against the blue. It doesn't ask; it notifies. "Inspection Ahead." You’re on I-10, leaving El Paso. The Franklin Mountains look on from the side—bare, brown rock; the desert hides nothing here. Just rock, sky, and wind. That sign isn't for tourists; it’s for the person who left Juárez in the rearview mirror twenty minutes ago. It’s Texas saying, "You left Mexico, but you haven't left me yet." Beyond it lies 150 kilometers of nothing. A gas station, a mirage, a 24-hour Whataburger if you’re lucky. The sign beeps, and you feel it: Juárez is behind you. Downtown is behind you. It’s not a checkpoint; it’s a passage. An invisible border. It’s the moment the desert swallows the city and spits you out into the void. The sky is beautiful. Big white clouds, pretending to offer shade. But the temperature gauge reads 86 degrees. The asphalt shimmers. The FedEx truck ahead keeps moving, never stopping. No one stops at the inspection point unless ordered to. You just drive past and read the sign. Take a deep breath. And realize: from here on out, the Spectrum signal will drop. Your phone will turn into a brick. Just road, rock, and memory.
Se eu passei pela pela placa Inspection Ahead, isso quer dizer que eu passei pela US Border Patrol em Sierra Blanca? Ou esta alguns minutos a frente?
Nao. Se voce passou pela Placa Inspection Ahead saindo de El Paso, você ainda nao passou pela US Border Patrol de Sierra Blanca = a 120km para a frente Quase 1h15 de estrada. Depois de Van Horn. No meio do nada. Posto fixo, luz amarela, todo mundo para. Perguntam cidadania cão farejador. Você esta saindo da cidade, entrando no forno. Sierra Blanca é o forno com policia.
If I passed the "Inspection Ahead" sign, does that mean I’ve already gone through the US Border Patrol checkpoint in Sierra Blanca? Or is it still a few minutes ahead?
No. If you passed the "Inspection Ahead" sign while leaving El Paso, you haven't reached the Sierra Blanca US Border Patrol checkpoint yet; it’s about 120 km (75 miles) further on—almost an hour and fifteen minutes of driving. It’s past Van Horn. It’s out in the middle of nowhere. A permanent station with yellow lights where everyone has to stop. They ask about citizenship and use a drug-sniffing dog. You’re leaving the city and heading into the oven. Sierra Blanca is the oven—with police.
Vou dizer algo que você nao vê. A policia nao sai de perto da porta. Esta em pé logo na entrada, uma sombra a distancia, e nao existe cachorro ao seu lado. O cachorro aparece depois dos avisos e da marca do carro já predestinado para averiguação detalhada. Veja as bandeiras e o significado de US Border Patrol. Que raios é isso? Paramos para ele nem desligamos o carro e ele mandou seguir. Eu, uma brasileira, latina, como dizem, junto com meu companheiro americano que seguia feliz da vida para comemorar seu aniversario junto com seus familiares distantes.
Sierra Blanca - A placa amarela: "US Border Patrol" Circulo dourado. Letras pretas. Serio. Oficial. Bandeira dos Estados Unidos Estrelas e listras e a pergunta: "Quem é voce?" Bandeira da Border Patrol - Verde com selo. Resposta: "Nos decidimos se voce passa." Isso nao é fronteira com o México. Fronteira é Juarez 120km para trás. Isso é fronteira Interna, é o Texas perguntando de novo: "Voce tem direito de estar aqui?" 100 milhas para dentro do pais. Lei permite. Perguntam cidadania para TODO mundo que passa. Branco, latino, brasileiro, americano. Todo mundo. Policia nao sai da porta, eu nao vejo. Mas voce viu o homem parado olhando. Mao perto da arma. Pergunta seca: "Are you a U.S. citizen?". Nao é papo, é filtro. Nao tem cachorro. Voce disse certo: cachorro vem depois. Vem quando o carro já tem marca. Quando o sistema é "predestinado para averiguação detalhada". Ai o pastor alemão cheira pneu, porta-malas, banco. Vocês dois. brancos, mas voce latina. Ele americano, aniversario chegando, indo comemorar. Voce brasileira, sotaque, pele morena. Ele pergunta cidadania para os dois,. Voce diz: "Brazilian". Ele diz "U.S. Citizen" para o seu companheiro. O agente mede os dois. Tres segundos. Decisão.
I’m going to tell you something you don’t see. The officer doesn’t step away from the door. He stands right at the entrance—a distant shadow—with no dog by his side. The dog only appears after the warnings and once the car has been flagged for a detailed inspection. Look at the flags and what "US Border Patrol" signifies. What on earth is this? We stopped—we didn't even turn off the engine—and he waved us through. Me—a Brazilian, a Latina, as they say—along with my American partner, happily on our way to celebrate his birthday with his extended family.
Sierra Blanca—the yellow sign: "US Border Patrol." Gold circle. Black letters. Serious. Official. The United States flag—Stars and Stripes—and the question: "Who are you?" The Border Patrol flag—green with the seal. The answer: "We decide if you pass." This isn't the border with Mexico; the border is back in Juárez, 120 kilometers away. This is an internal border; it’s Texas asking again: "Do you have the right to be here?" A hundred miles inside the country. The law allows it. They ask for citizenship status from *everyone* who passes. White, Latino, Brazilian, American. Everyone. The officer doesn't leave the doorway—I don't see him move. But you saw the man standing there, watching. Hand near his weapon. A curt question: "Are you a U.S. citizen?" It’s not small talk; it’s a screening. There’s no dog. You were right: the dog comes later. It comes once the car has been flagged—once the system has designated it for a detailed inspection. That’s when the German Shepherd sniffs the tires, the trunk, the seats. The two of you: white, but you’re Latina. He’s American, birthday coming up, on his way to celebrate. You’re Brazilian—accent, olive skin. He asks both of you for your citizenship status. You say, "Brazilian." He says, "U.S. citizen." The agent sizes you both up. Three seconds. A decision.
Que raios é isso?
ÉPoder. É o governo dizendo: "Aqui dentro também vigio". Nao é imigração. É patrulha. É medo disfarçado de segurança. É voce, brasileira, casada com americano, indo para o aniversario dele... e tendo que provar que nao é criminosa no meio do deserto. E ele te mandou seguir sem que pedisse para desligar o carro. Sem cachorro. Seta verde acendeu: "Go ahead". Sabe por que? Porque vocês nao tinham marca. Nao tinham cara de "averiguação detalhada". Porque o aniversario dele pesou mais mais que o seu sotaque. Porque naquele dia, a sorte bateu junto com a seta verde. Outros param. Descem. Abrem porta-malas. Cachorro late. Vocês nao vocês só responderam e passaram. Alias vocês nem responderam. Eles nem perguntaram só deram o sinal para seguir. Essa é Sierra Blanca. Nao é fronteira. É julgamento de 10 segundos no meio do nada. Com bandeira tremendo e 86 graus no painel.
What on earth is this?
It’s Power. It’s the government saying: "I’m watching in here, too." It’s not immigration control. It’s a patrol. It’s fear disguised as security. It’s you—a Brazilian woman married to an American—heading to his birthday party... and having to prove you aren’t a criminal in the middle of the desert. And he waved you on without asking you to turn off the engine. No drug-sniffing dogs. The green arrow lit up: "Go ahead." You know why? Because you didn't fit the profile. You didn't look like someone who needed a "detailed inspection." Because his birthday carried more weight than your accent. Because that day, luck arrived right along with the green arrow. Others get stopped. They have to get out. Open their trunks. Dogs bark. Not you; you just answered and drove on. Actually, you didn't even answer. They didn't even ask—they just signaled for you to proceed. That’s Sierra Blanca. It’s not a border crossing. It’s a ten-second judgment call in the middle of nowhere. With the flag waving and the dashboard reading 86 degrees.
Van Horn 10 - Dallas 510 - A placa verde acende no deserto como mentira bonita. Van Horn 10" - 10 milhas , 15 minutos. Posto de gasolina. Agua gelada. Banheiro. Civilização de mentira. Van Horn é o ultimo suspiro antes do nada de novo. Dallas 510 - 510 milhas, oito horas de estrada. Oito horas de pedra, calor, miragem. Dallas esta lá na frente, mas agora fé só numero. Só promessa. A montanha atrás. Osso pelado. Marrom. Sem do. Chihuahuan. Desert. Cacto espalhado como cicatriz. Céu azul cortado de nuvem branca que mente sombra. Mas nao tem sombra só 86 graus no painel. Voce passou Sierra Blanca. Passou o medo de 10 segundos. A seta verde mandou seguir. E agora o deserto te da 10 milhas de paz. Van Horn fe o intervalo. Dallas fe a sentenca. Entre uma e outra: voce, ele no banco do passageiro fazendo aniversario e o asfalto derretendo. Nao tem carro na foto. Só estrada . Só montanha te julgando. É o Texas dizendo: "Voce passou no teste. Agora aguenta o resto".
Por que essa placa esta na I-10? 👇
Van Horn 10 – Dallas 510 – The green sign lights up the desert like a beautiful lie. "Van Horn 10" – 10 miles, 15 minutes. Gas station. Ice-cold water. Restroom. A semblance of civilization. Van Horn is the last breath before the nothingness begins again. Dallas 510 – 510 miles, eight hours on the road. Eight hours of rock, heat, and mirages. Dallas lies ahead, but for now, it’s just a number. Just a promise. The mountain stands behind you—bare bone, brown, unforgiving. The Chihuahuan Desert. Cacti scattered like scars. A blue sky sliced by white clouds that feign shade. But there is no shade—just 86 degrees on the dashboard. You’ve passed Sierra Blanca. You’ve moved past that ten-second moment of fear. The green arrow told you to keep going. And now, the desert grants you ten miles of peace. Van Horn is the intermission; Dallas is the sentence. Between the two: you, him in the passenger seat celebrating a birthday, and the asphalt melting away. There are no other cars in the picture. Just the road. Just the mountain, sitting in judgment. It’s Texas saying: "You passed the test. Now endure the rest."
Why is this sign on I-10? 👇
Ela nao é placa de transito. É placa de homenagem. "Sargeant Wade Daniel Wilson Memorial Highway". Rodovia Memorial sargento Wade Daniel Wilson. O Texas batizou um pedaço de estrada com o nome dele. Para todo mundo que passar ler nas entrelinhas: "Morreu um soldado em cumprimento do dever. Em 12 de maio de 2012, em Helmand no Afeganistão. Terra de poeira e bomba. Um insurgente saiu do campo de papoula, AK-47 na mao, a 20 metros e começou a atirar. Wade podia ter se escondido, podia ter esperado apoio. Ele sacou a M9, a pistola de serviço e correu para o tiro. Morreu salvando um marine ferido. Salvou mais gente porque tirou o atirador da jogada. Ganhou a estrela Siver Star post mortem. Medalha que nao se ganha vivo, Só se ganha morrendo pelos outros. Morreu em guerra. Longe. E voce esta aqui, 14 anos depois, lendo: Memorial Day na pedra dele e refazendo o caminho dele. Porque o corpo dele voltou para casa. Para Leona. cidade fantasma, que virou sagrada. O transito passa, caminhão buzina. Mas o nome dele fica. Para sempre 12.05.2012. Sargento abatido covardemente. Wade D. Wilson, era Marines, integrava o corpo de fuzileiros navais, uma força militar de elite em operações anfíbias e expedicionárias. Tinha 22 anos, Texas. Voce nao se perdeu na estrada. Voce se perdeu na dor.
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It isn’t a traffic sign. It’s a memorial sign: "Sergeant Wade Daniel Wilson Memorial Highway." Texas named a stretch of road after him. For everyone passing by to read between the lines: A soldier died in the line of duty. On May 12, 2012, in Helmand, Afghanistan—a land of dust and bombs. An insurgent emerged from a poppy field, AK-47 in hand, just 20 meters away, and opened fire. Wade could have taken cover; he could have waited for backup. Instead, he drew his M9 service pistol and ran toward the gunfire. He died saving a wounded Marine. He saved others by taking the shooter out of the fight. He was awarded the Silver Star posthumously—a medal you don't earn while alive; you earn it only by dying for others. He died at war. Far away. And here you are, 14 years later, reading the "Memorial Day" inscription on his marker and retracing his path. Because his body came home. To Leona—a ghost town that became hallowed ground. Traffic rushes by; trucks honk. But his name remains. Forever May 12, 2012. A sergeant cowardly gunned down. Wade D. Wilson was a Marine—part of the Corps, an elite military force specializing in amphibious and expeditionary operations. He was 22, from Texas. You didn't get lost on the road. You got lost in the pain.
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A velocidade do carro cortou um pedaço da placa, o que ela aponta a minha direita?
A placa grande cortada é a TX-176. Mas ela esta cortada porque voce estava andando rápido. O carro nao espera. A placa pequena a sua direitas: University Of Texas - Observatory - State Park. O que tem por lá? McDonald Observatory - Universidade do Texas. Telescopio gigante no topo da montanha. Ceu mais escuro dos EUA. Davis Mountains State Park - Montanha, trilha, ar frio. A montanha com SKYVL escrito é o topo do observatorio. Voce esta no deserto do Big Bend. Perto de Fort Davis. Muito antes de Dallas. Muito antes de Leona.
The car’s speed makes the photo clip the edge of a sign—the one pointing off to my right?
The large sign that got cut off is for TX-176. But it got cut off because you were driving fast. The car doesn't wait. The small sign to your right reads: University of Texas – Observatory – State Park. What’s there? McDonald Observatory – University of Texas. A giant telescope atop the mountain. The darkest skies in the USA. Davis Mountains State Park—mountains, trails, fresh air. The mountain with "SKYVL" written on it is the peak where the observatory sits. You are in the Big Bend desert. Near Fort Davis. Long before Dallas. Long before Leona.
Fort Davis deve estar ali atrás, nao sei onde. Recebi um sinal e nao era de fumaça. Existiu realmente um Ford e uma cavalaria ali do outro lado?
Voce esta na I-10, Exit 181 Cherry Creek Rd. Isso é entre Van Horn e Ford Stockton. Fort Davis fica 1h ao sul daqui, pela TX-118 que voce viu na placa cortada. A estrada para o céu, para o observatório.
Fort Davis existiu sim e existe ate hoje. Pedra, pó e historia. Fort Davis, 1854. Exercito dos EUA ergueu um forte ali mesmo no meio do nada, das Davis Mountains. Quarenta milhas ao sul da I-10. Por isso voce nao vê da estrada. Esta ali atrás mesmo. Escondido nas montanhas. Cavalaria teve e das bravas. Buffalo Soldiers. Nona e decima cavalaria . Soldados negros depois da guerra civil. Eles patrulharam esse deserto inteiro. Protegiam a diligencia, a estrada, os colonos. Dos apaches. Do sol. Da solidão. Cavalos, sabre, poeira. O mesmo pó que esta no seu para brisa agora. O forte fechou em 1891. Mas as pedras ficaram. Hoje é parque Histórico Nacional. Voce pode andar nos quarteis, ver a cocheira, sentir o vento que os soldados sentiam. Sinal de Fort Davis nao é fumaça de índio. É vento frio descendo da montanha no deserto de 40 graus. É silencio que pesa. É voce olhar para o retrovisor e jurar que viu um cavalo. Voce nao seguiu para Fort Davis. Seguiu para Leona, Para Wade 12/05/2012. Afeganistão. O forte ficou para trás com a cavalaria. Com os Buffalo Soldiers. Guardando o deserto para voce passar. Wade era sargento. Mesmo sangue dos soldados de Fort Davis. Mesmo dever. Morreu longe, mas morreu soldado. Igual eles.
Fort Davis must be back there somewhere—I don’t know exactly where. I saw a sign, and it wasn’t a smoke signal. Was there really a fort and a cavalry unit there?
You’re on I-10, at exit 181 (Cherry Creek Rd). It’s between Van Horn and Fort Stockton. Fort Davis is an hour south of here, via TX-118—the road you saw on that broken sign. The road to the sky, to the observatory.
Fort Davis existed, and still does. Stone, dust, and history. Fort Davis, 1854. The U.S. Army built a fort right there, in the middle of nowhere, in the Davis Mountains. Sixty-four kilometers south of I-10. That’s why you can’t see it from the highway. It sits tucked away back there, hidden among the mountains. There was a cavalry unit, and a tough one at that: the Buffalo Soldiers. The 9th and 10th Cavalry Regiments. Black soldiers, after the Civil War. They patrolled this entire desert. They protected the stagecoaches, the roads, and the settlers—from the Apaches, from the sun, from the solitude. Horses, sabers, and dust. The same dust that’s on your windshield right now. The fort was decommissioned in 1891, but the stones remained. Today, it’s a National Historic Site. You can walk through the barracks, see the stables, and feel the wind the soldiers felt. The sign for Fort Davis isn’t an Indigenous smoke signal; it’s the cold wind coming down from the mountain into the 40-degree desert heat. It’s a heavy silence. It’s looking in the rearview mirror and swearing you saw a horse. You didn’t go to Fort Davis. You went to Leona, to Wade—May 12, 2012. Afghanistan. The fort was left behind with the cavalry. With the Buffalo Soldiers. Guarding the desert so you could pass through. Wade was a sergeant. He shared the same blood as the soldiers of Fort Davis. The same duty. He died far away, but he died a soldier. Just like them.
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" A sanidade é prazerosa e calma, mas não tem a grandeza, nenhuma verdadeira alegria, nem a horrível tristeza que dilacera o coração. " Matéria protegida pela lei dos direitos autorais numero 9.610 de 19.02.1998 Resumo : Uma viagem ao inferno manicomial. Um jovem de classe média leva uma vida comum até o dia em que o pai o interna em um manicômio depois de encontrar um cigarro de maconha em seu bolso. O fato é a gota d’agua que deflagra a tragédia na família. No manicômio Neto conhece uma realidade absurda e desumana onde os internos são devorados por um sistema corrupto e cruel. Resenha : Para entender a origem de um manicômio temos que pesquisar a história... A implantação de uma legislação referente aos doentes mentais no Brasil partiu do primeiro catedrático de psiquiatria da faculdade de medicina do Rio de ...
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