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Sobre ser amigo... ou sobre ser marido...

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sobre amigos Eu gosto de você,
mas não suporto quando você me magoa e depois quando
eu digo: Vamos conversar sobre isso
e ao expor os fatos você diz?
E tú?
<3 Eu gosto de você,
mas quando você fez aquela sopa de cabeça de peixe...
e eu perguntei em extrema curiosidade: Eu vi você cozinhando aquelas cabeças de peixe...
O que você fez com elas? Deu para o gato?
Então você me disse no exato momento em que eu estava engolindo a terceira colherada
E eu disse ja levando para o estomago a informação
"Não quero mais"
E você respondeu:
"Você parece uma criança, sua mãe não te ensinou a sair da mesa somente depois de ter comido tudo?" <3 Eu gosto de você
Mas quando eu te digo ali e você me corrige dizendo que não é ali
é acolá
E ai passamos meia hora discutindo
ali
acolá
ali
acolá
................ <3 Eu gosto de você
mesmo quando você fica na sua e eu na minha
e depois quando olho para você no seu canto
penso
é tão bom ter alguém no meu silêncio <3 lailin

ADIN (Ação Declaratória de Inconstitucionalidade)

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ADIN (Ação Declaratoria de Inconstituicionalidade)
Eu 
Lailin, Procuradora Geral dos Dormir até as tantas
vem, perante a Egrégia Corte, com fundamento no art.102, I, "a" da Constituição Federal e na Lei n°4337, de 01.06.1964, argüir a inconstitucionalidade do art. (xxx) da Lei n° (xxx), de (xx/xx/xxxx), sancionada pelo Sr. Elias (meu pai) e sra Jacy (minha mãe) e assim ela se torna a partir de hoje suspensa (não temos tempo a perder) com efeitos erga omnes, pelo fundamento que a seguir aduz:
A citada Lei parental, ao regular a instalação mental em seus filhos desde tenra idade de (xxx), viola, no art. (xxx), dispositivo constitucional, o art.2225, §1°, inciso IV, que, que diz: "Pais, não estejam  atormentando... acordando seus filhos muito cedo, permitam que eles durmam até as 12hs ou mais"
Essa malfadada lei (parental) potencialmente causadora de significativo mal estar aos sonolentos, nunca serviu para porra nenhuma (data vênia) e sim para que ficassemos com sono o di…

Quarta-feira de cinzas - T.S Eliot

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Quarta-Feira de Cinzas – T.S ELIOT  I  Porque não mais espero retornar
Porque não espero
Porque não espero retornar
A este invejando-lhe o dom e àquele o seu projeto
Não mais me empenho no .empenho de tais coisas
(Por que abriria a velha águia suas asas?)
Por que lamentaria eu, afinal,
O esvaído poder do reino trivial?
Porque não mais espero conhecer
A vacilante glória da hora positiva
Porque não penso mais
Porque sei que nada saberei
Do único poder fugaz e verdadeiro
Porque não posso beber
Lá, onde as árvores florescem e as fontes rumorejam,
Pois lá nada retorna à sua forma Porque sei que o tempo é sempre o tempo
E que o espaço é sempre o espaço apenas
E que o real somente o é dentro de um tempo
E apenas para o espaço que o contém
Alegro-me de serem as coisas o que são
E renuncio à face abençoada
E renuncio à voz
Porque esperar não posso mais
E assim me alegro, por ter de alguma coisa edificar
De que me possa depois rejubilar E rogo a Deus que de nós se compadeça
E rogo a Deus porque esquecer desejo
Estas c…

Ernest Hemingway, ADIN e uma conversa virtual

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- Oi, Você esta ai? Preciso falar
Boa tarde, eu não quero viver de ilusão

- Boa tarde
Olha minha realidade hoje foi o hospital.Quando entenderes falar sem este tipo de comentários estarei disponível. Para esta conversa de dúvidas constante e pretensa ilusão não estou. Pensa bem no que fala. Se eu fizesse o mesmo questionando tudo, de tudo duvidando como te sentirias?

- Me sentiria muito mal e é assim que eu me sinto. Você tem suas dores e eu a minha. Você foi em um clinico que diagnosticou seu mal e irá te operar. Irá? A minha quem irá invisivelmente operar?

- Eu não sei mais o que dizer? Diz o que queres mais?

- Nada. Ficarei bem

- Ficas mesmo? Tu desapareces durante horas. Reages de forma intempestivas chamas fé de palhaçadas. Já não sei....

- Estive no centro fui assistir uma palestra sobre ADIN

- Quem é ADIN?

- Depois voltei, almocei, e comecei a ler um livro sobre Ernest Hemingway....Lembro que parei na espingarda Ketchum, 1961, a idade de 61 anos...Foi ai que cochilei, coisa de cinco minu…

Lailin pelo mundo

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Amigos

Tenho pensado aqui com meus botões: preciso justificar com alguns.  Afinal se deixar de fazer isso ficará a impressão que não tenho compromisso com aquilo que falo. Tai uma coisa que me enfeza, pessoas que dizem uma coisa e fazem outra completamente diferente. Esses, não quero nem papo. Aconteceu no final de dezembro. Um belo dia eu disse:  - Lai, você precisa viajar! - Boa ideia - respondi - Eu mereço cruzar as fronteiras
Só precisava de dois países para encher meus olhos de alegria. E como adquiri alguns amigos aqui no face que moram no primeiro país sonhado, comecei a interrogar alguns. E assim comecei a ir ate a sala de estar, embora não soubesse que horas eram por lá por conta do fuso horário, mas como sou impertinente, acredito que os visitava em horas improprias. No almoço, jantar, cagadeira, foda... Eles como pessoas civilizadas respondiam de forma brilhante todos os meus questionamentos. Comprei duas agendas, uma para fazer o roteiro, incluindo telefones de banco e da embai…

MARCEL PROUST - E minha busca do tempo perdido

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Em busca do tempo perdido
O Narrador me transporta à antiga casa cinza de sua tia Leonie, no vilarejo de Combray, com seus quartos e sala, lindo jardim com todas as flores de verão, os portões por onde se ia até a praça e daí, aos dois caminhos:
um que conduzia a Tansoville, onde estão as flores dos jardins de Swann e o outro para os lados de Guermantes, onde o rio Vivonne, no seu eterno correr, abriga, tal qual nos quadros de Monet, suas lindas ninféias...

Talvez este se torne o meu novo livro de cabeceira onde terei que ler e reler e anotar com caneta aquilo que voltarei sempre a ler em um momento oportuno. Como agora em um pálido dia, transcrevo trechos abaixo: "Vamos! Vamos! Vamos!"
(...) insinuava em mim duas suspeitas terrivelmente dolorosas. A primeira era de que a minha vida tinha já começado (quando todos os dias me considerava como que no limiar da minha vida ainda intacta, e que só começaria no dia seguinte de manhã), mais ainda, que o que se ia seguir não seria mui…

crônicas de duas cidades

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Tão longe, tão perto...

Ontem encontrei uma senhora em um café na cidade de Braga. Brasileira do Rio de Janeiro. Logo mais estaria pegando o comboio para Famalicão ia visitar a filha. Olhei para seu rosto marcado e depois para seu corpo e perguntei:
“Há quantos anos esta morando neste país”
- Há trinta anos – disse-me ela
Trinta anos... Pensei atônita
Levei um choque ao retornar lentamente no tempo de trinta anos...

Novamente olhei para seu rosto, suas mãos enquanto pegava a xícara de café e com a outra mão procurava um lanche, pão com queijo, na carteira (bolsa) que trazia no braço... Devo dizer que fiquei chocada. Trinta anos de angústia... É claro que não iria perguntar a ela como se sente hoje como se sentiu dia a dia, ano após ano. Claro que não. Pois já sabia o que iria dizer, iria mentir e dizer o quanto foi feliz e hoje vitoriosa... Sentia a verdade em seus olhos escuros e em seu sorriso triste. Do seu coração ainda se podia ouvir gritos de socorro durante aqueles trinta anos…