Agosto em Amorosa - August in Amorosa

 




Então de repente minha mente da um nó cego e eu me pergunto em qual década estamos. Devo perguntar ao pai dos burros o google? Acho melhor continuar com a duvida, pois encontrar a resposta sera mais doloroso do que não ter a certeza de que continuamos na mesma mesmice e ignorância de sempre,  embora, embora o que? Embora nada, declarar o que? Se isso fará com que a turma do deixa disso chegue para tentar provar o contrário. Embora a certeza de que nao existe em minha mente agora neste momento a verdade sobre a década em que estamos, assim como a certeza que existia no século passado de que vivie os anos 80 e os 90 e depois disso me perdi de tudo, e a historia que começou em 2000 não anda e ao mesmo tempo passa como um raio. E eu so ouço o povo falar: O que foi isso? Se eles não sabem que dira eu! Eu quem preferiu não ver nada e quando surgiu uma oportunidade escapuli da bagunça generalizada. Um dia, fui viver uma outra vida, embora com normas e leis. Mas pelas noticias que recebo de la, as normas e leis também estão indo para o brejo e pelo que eu entendo o mundo todo esta se tornando um mundo subdesenvolvido. A coisa começa aos poucos e quando se percebe uma grande maioria esta contaminada pela falta de moral, de principio e de caráter. Quando se tem certa idade nao prestamos muito atenção as coisas por onde passamos onde vivemos, não prestamos em detalhes. Se prestamos ateenção com o tempo esquecemos e so fica uma imagem se o lugar tem um significado em sua vida ou se o local é algo visitado por muitos. Sabedora que temos uma mente esquecediça, embora sem alzheimer, comecei a tirar fotos de todos os lugares por onde andei e ate mesmo de pessoas que sentavam perto de mim, seja em um trem, ou em um onibus. Precisava um dia no futuro recordar os meus passos. Escrevia raramente, confiando em minhas fotos, pois acreditava que elas me fariam relembrar. E realmente elas me faziam relembrar. O MASP, museu de arte de Sao Paulo. Passei durante muitos meses e anos proximo a ele ou debaixo dele. Estive também em exposições programadas. Fiz estagio bem perto no predio da AGU, onde frequentei todos os dias, sem falar nas ruas paralelas por onde andava, amava o SESC Paulista e o teatro da FIESP. Nao lembro de ter conversado com nenhuma que me chamou a atenção. Nao me considerei a louca da Av Paulista, assim como me considerei a louca do Porto. Talvez por não me encontrar em minha terra em um ambiente onde conhecia como funcionava as regras, tive que ser audaciosa e me divertir.



Desde o dia em que fiz a rota 66, de Los Angeles a Chicago, pela estrada fui observando as placas pois nem todos os lugares poderíamos parar, pois não tínhamos tanto tempo de ver as pequenas cidades ou vilas perdidas naquelas regiões. O que seria bem interessante para a minha cabeça cheia de expectativas e interesse por uma estrada histórica. E assim, desde aquele dia comecei a fotografar não mais pessoas, mas placas indicativas de estrada. Recentemente quando seguia para Pasadena, aqui em LA, deparei-me rapidamente, como um raio, onde não foi possível fotografar, uma placa, onde felizmente consegui ler o que estava escrito e que me fez pensar. Deixei anotado em minha mente para depois pesquisar sobre e entender como pode existir isso aqui no EUA? A placa dizia: "Genocide Memorial". Uma placa bem sugestiva para a mente de uma menina que se recusa a envelhecer e deixar de ver. A placa Genocide Memorial esta localizada perto da Lake Ave em Altadena e se refere ao Genocídio Armênio de Pasadena. É sobre o Genocídio Armênio de 1915-1923. Foi quando o imperio Otomano?Turquia matou cerca de 1,5 milhão de armênios. Até hoje o governo turco não reconhece oficialmente que foi genocídio. O memorial que a placa indica fica no Memorial Park, em Pasadena. É um tripé de aço de 16 pés  de altura. Ele representa as forcas que os turcos  usaram para enforcar lideres e artistas armênios há 100 anos. Do topo do memorial, cai uma gota d'agua a cada 21 segundos. Em 1 ano, são 1,5 milhão de gotasd - uma para cada vida perdida no genocídio. Embaixo tem o símbolo da eternidade armênio gravado na pedra. O estado da California aprovou placas nas freeways apontando para memorial de Pasadena. Lake Ave é uma via importante que leva até Pasadena. Altadena faz parte do distrito que o memorial atende. A comunidade armênia é muito grande nessa região - Glendale, Pasadena, Altadena. 24 de abril é o "Armenian Genocide Remembrance Day" em LA County. A placa não é sobre uma tragédia local. É um marco apontando para o memória que lembra 1,5 milhão de pessoas. É o castelo de Franz Kafka, lembrando que nem todo processo pode ser arquivado. 


Falar sobre Altadena me fez lembrar quando no dia 8 de maio de 2024, ali cheguei. Tão encantada fiquei com com a cidade. Tudo muito bem organizado, limpo e silenciosa, na frente de enormes montanhas. Casas com jardins na frente, gramados, flores e arvores. No topo do telhado chaminés. Tão parecidas com os desenhos quye eu fazia em minha infância. Ate a cerca de madeira eram as mesmas, tinham passaros que voavam em bandos. Somente depois do dia 8 de agosto foi que vim a descobrir os corvos, eles somente surgem em ocasioes especiais, pois procuram outro tipo de alimento

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