Marcia
Nasceu no Brasil, morou em São Paulo ate se mudar para a Europa. Viveu em Portugal e outros. Hoje vive em Los Angeles/Califórnia. Foi quando aprendeu a ler que se encantou pelas palavras e seus significados tornando os livros sua paixão e mais tarde a sociedade humana, seus costumes, seus países e suas cidades. Embora tenha demorado anos para sair de seu pais natal, sabia que existiam horizontes de terras e oceanos.
A dupla vida de todos nos - The double life of us all
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Dia perfeito para esse filme.
A Dupla Vida de Véronique do Kieslowski não é sobre duas mulheres diferentes. É sobre uma alma só, dividida em dois corpos.
A Veronika na Polônia e a Véronique na França. Nascidas no mesmo dia, com o mesmo rosto, a mesma música no coração, sem nunca terem se conhecido. Quando uma morre cantando, a outra sente uma dor inexplicável e desiste de cantar - sem saber por quê.
A vida dupla que todos nós vivemos é essa:
A vida que a gente vive e a vida que a gente sente.
Tem a vida de fora: o que postamos, o que fazemos, o horário que acordamos, o inglês que estudamos, o "tá tudo bem".
E tem a vida de dentro: aquela intuição que aperta o peito do nada, a saudade de algo que você nunca viveu, a sensação de que você está esquecendo de algo importante, o luto por uma versão sua que nunca nasceu.
Kieslowski diz que a gente sente quando o nosso "outro eu" tropeça. Quando a gente escolhe errado, quando se trai, o corpo avisa. Um cansaço, uma angústia, uma música que nos faz chorar sem motivo.
Todo mundo tem essa dupla. A que trabalha, paga conta, sorri. E a que fica ali no canto, lendo um livro num dia de chuva, perguntando: "e se eu tivesse vivido a outra vida?"
É por isso que o filme é tão silencioso e dói tanto. Ele não explica. Ele só lembra que não estamos sozinhos nessa sensação.
Não digas onde acaba o dia.
Onde começa a noite.
Não fales palavras vãs.
As palavras do mundo.
Não digas onde começa a Terra,
Onde termina o céu
Não digas até onde és tu.
Não digas desde onde és Deus.
Não fales palavras vãs.
Desfaz-te da vaidade triste de falar.
Pensa, completamente silencioso,
Até a glória de ficar silencioso,
Sem pensar
Cecília Meireles
Por incrível que pareça essa noite de 23 para 24 de outubro, dormi como um momento único do início ao fim. Quando acordei e olhei para a janela sem cortina e o dia estava claro, não acreditei. Há quantos anos uma noite assim não acontece? Quando foi e por que aconteceu o interrompimento? A senhora intrometida de nome insônia não apareceu as 3 da manhã.
Um avião no céu de Los Angeles passa muito alto
Ontem James mostrou uma bússola em seu Iphone que apontava o destino de cada um
Hoje me perdi
Aquele corvo batendo as asas também voa muito alto. Não plaina
Aquela senhora na rua teve parrésia sem saber, ao admitir seu erro diante de todos
Se eu nao olhasse e ignorasse
Se eu nao filmasse
Se eu nao pensasse
Ela esta ali friamente, nua para todos que se dispõem a voltar o rosto e olhar.
" A sanidade é prazerosa e calma, mas não tem a grandeza, nenhuma verdadeira alegria, nem a horrível tristeza que dilacera o coração. " Matéria protegida pela lei dos direitos autorais numero 9.610 de 19.02.1998 Resumo : Uma viagem ao inferno manicomial. Um jovem de classe média leva uma vida comum até o dia em que o pai o interna em um manicômio depois de encontrar um cigarro de maconha em seu bolso. O fato é a gota d’agua que deflagra a tragédia na família. No manicômio Neto conhece uma realidade absurda e desumana onde os internos são devorados por um sistema corrupto e cruel. Resenha : Para entender a origem de um manicômio temos que pesquisar a história... A implantação de uma legislação referente aos doentes mentais no Brasil partiu do primeiro catedrático de psiquiatria da faculdade de medicina do Rio de ...
Damião, vassourinha, blá, blá, blá Você foi desprezado por muitos que diziam ser seu amigo, mas que ao te encontrarem na estrada ou em algum lugar onde existiam pessoas mais “interessantes” do que a sua triste e ao mesmo tempo engraçada figura, faziam de conta que não estavam te vendo. Naquele momento você abaixava a cabeça levemente acometido por uma leve tristeza. Não só você (por morar em uma cidade pequena, uma vila, o desprezo era algo muito nítido, muito claro, as amizades por interesses ficavam expostos à luz do sol e não da lamparina) mas, todos aqueles que não foram agraciados pelo “sucesso” eram desprezados e acabavam montando um pequeno grupo de amigos. É claro Dami, que fique bem entendido, você não tinha uma casa digna de ostentação, morava de favor em uma porta no segundo portal, e muito menos tinha um carro com tração nas quatro. Talvez esse tenha sido o motivo de sempre você estar lembrando a todos eles: “Você lembra o palhaço vassourinha do programa Raul Gi...
Para os poetas de sábado à noite Antes de fechar a porta ainda ouviu sua filha dizer que era louca, onde já se viu sair num sábado chuvoso quase 7 horas da noite pra ir ao centro da cidade ouvir poesias. Não soube o que responder, não sabia quem não entendia quem. Não via nenhum empecilho a não ser a dor que estava sentindo na sola do pé. Isso era só um detalhe. Faria um esforço além do normal para colocar os pés no chão. E outra, do metrô até a casa das rosas eram duas quadras. Havia assumido um compromisso. Havia dito que iria. Ainda ouviu sua filha dizendo: “Não sei onde arranja tanto pique”. Ela também não sabia. Sabia que somente um terremoto a impediria de seguir em sua decisão. Ia não porque se sentisse na obrigação de ir. Ia porque era preciso conhecer a voz, o sorriso, os sentimentos que moviam os donos daquelas fotos em quadradinhos, homens e mulheres que carregam cheiros de flores e de poesia e na sua casa lhe fazem companhia de longe. Chegou com a luz apag...
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