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sábado, 23 de março de 2013

A era da incerteza - chegando ao fim



Imagine, caro leitor...
“Imagine que uma mãe e seu filho, que sofre de asma, moram numa casa em condições precárias. Essa situação piora ainda mais a saúde da criança. A mãe tem de de pagar um convênio médico, porque se depender do SUS é morte do filho na certa, por não poder pagar a despesa, contrai uma dívida. Por causa da dívida, não consegue um bom financiamento para adquirir uma casa em boas condições. Com o sistema nervoso abalado, devido a doença do filho, chega atrasada ao trabalho. Assim dificilmente vai conseguir uma promoção ou aumento de salário. Por causa disso, terá de continuar morando numa casa em condições precárias.”
Essa mãe vive diariamente nessa situação de insegurança,
apesar de morar no país com a sexta maior economia do mundo



O que deu errado?

O megainvestidor George Soros escreveu:
“O sistema econômico transforma tudo em mercadoria — de seres humanos (trabalho) à natureza (terras)".
A imperfeição do homem também é responsável.
Concordando com as opiniões do filósofo Karl Popper,
Soros escreveu:
“Nossa compreensão é inerentemente imperfeita;
a verdade derradeira é que uma sociedade ideal e perfeita está além do nosso alcance.”



Pensava no assunto enquanto andava
nas ruas de Karakas City
Estava mais precisamente em frente ao Toufic Joulian
quando observei um homem caído no chão 
e alguns policiais em pé
era um morador de rua
cheguei mais perto
e percebi que o homem estava morto
Várias pessoas apareceram para olhar
e ate mesmo ajudar
Agora seria disponibilizados recursos:
Afinal,
ele estava morto



Não deveria ter ido
não deveria ter levantado
a injeção foi um tiro de canhão
estava totalmente dopada
dentro do ônibus
fechei os olhos
e ouvia somente o barulho das rodas
No colo
a era da incerteza
David Ricardo previu um continuo aumento
da população
haveria tamanha concorrência na procura de emprego
de um lado, e de comida de outro lado
que tudo ficaria reduzido a um simples processo de subsistência
Smith, Ricardo e Malthus...
Mecham-se no tumulo
saiam desse sono eterno...



Uma exigente “sociedade de homens irresponsáveis”
está emergindo,


ao passo que a habilidade dos governos de satisfazê-los está diminuindo.
Todos esses problemas de súbito juntaram-se e empurraram países para uma regência totalitária. . . . porque o senso de responsabilidade, a espécie de espírito cívico que fizeram com que a democracia e a livre empresa tivessem tanto êxito após a Segunda Guerra Mundial, desapareceu.


As economias em colapso do “mundo livre”
incentivarão soluções ditatoriais ou comunistas
e a perda das liberdades pessoais

MLailin Lailin



Agora,
Escutem a história

Depois das primeiras desavenças...

Guliver concordou em ajudar o rei que estava em guerra com o outro rei
Guliver arrastava a minuscula esquadria do soberano e ficava assistindo as batalhas que eram ferozes guerras de extermínio com lances de grande crueldade em ambas as partes



Um dia Guliver
perguntou ao rei a razão de tanta carnificina
A resposta que recebeu foi esta: "Nos liliputianos, comemos um ovo quente pela manhã. Nós que somos decentes e honestos, quebramos o ovo pelo lado de baixo. Eles, que são maus e hediondos, quebram o ovo pelo lado de cima. por causa dessa diferença no quebrar os ovos brigamos há quase um século. Só pararemos de guerrear no dia em que obrigarmos o inimigo a quebrar o ovo pela parte de baixo".



Guliver pensou e disse: "Majestade, não haveria uma lei que estabelecesse o lado pelo qual os ovos devem ser quebrados? Bastaria uma lei aceita por todos para acabar com a carnificina".

O rei admirado respondeu: Mas, evidente que há essa lei. Faz parte de nossa constituição é nosso artigo primeiro. Com todas as letras".



Guliver meditou e finalmente perguntou: "E o que diz a lei? Ela não põe um ponto final a questão?"

O soberano sorriu e disse: "Ela esta lá, clara o preceito maior de nossa lei maior que diz: "Os ovos devem ser quebrados pelo lado certo! Lutamos há quase um século e lutaremos nos outros séculos se assim for necessário, até obrigarmos aquele povo hediondo a cumprir a lei. Alguma dúvida?".



Guliver não teve dúvidas
Eu também não






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